Membros da UNESCO preocupados com destruição de património histórico mundial

ROSA CRUZ E SILVA - MINISTRA DA CULTURA (Foto: Pedro Parente)

Os ministros da cultura dos Estados membros da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) estão preocupados com a destruição, em grande escala, de infra-estruturas históricas e obras de artes constantes da lista do património mundial, na sequência dos conflitos armados registados em certos países do mundo.

ROSA CRUZ E SILVA - MINISTRA DA CULTURA (Foto: Pedro Parente)
ROSA CRUZ E SILVA – MINISTRA DA CULTURA (Foto: Pedro Parente)

Este pronunciamento foi feito, quarta-feira, à Angop, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, pela ministra da Cultural, Rosa Cruz e Silva, após a sua chegada ao país, vinda da República da Itália onde participou na Conferência Internacional dos Ministros da Cultura dos Países subscritores da Expo Milão 2015.

Segundo a governante, é uma preocupação dos Estados membros da UNESCO, relativamente a destruição do património histórico-cultural que acontece em vários países por força da guerra, conflitos étnicos, religiosos, militares, terrorismo ou mesmo de saques de bens patrimoniais, como acontece na Síria, Iraque e em outras regiões do mundo.

De acordo com a ministra, a situação da Síria é bastante preocupante, por ser um território considerado um dos símbolos dos berços da civilização, cujos museus foram brutalmente saqueados e destruídos.

No Mali, acrescentou, monumentos e documentos de Ntubuto foram destruídos e acções do género ocorrem em muitos lugares de diferentes países membros da UNESCO.

Sobre a participação de Angola na região, a ministra considerou positiva e aproveitou a ocasião para apresentar a situação legislativa no domínio da protecção dos bens históricos e a sua implementação.

A sua intervenção, referiu, não foi diferente dos representantes dos outros países e reportou que o continente africano, como berço da humanidade, tem sido muito afectado por acções de terrorismo e tráfico ilícito de peças valiosas.

Por isso, complementou, manifestou o desejo de recuperar os bens saídos das fronteiras africanas. (portalangop.co.ao)

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