Maria de Belém a Presidente? “Não me deixa contente nem satisfeito”

António Sampaio da Nóvoa (D.R)

O ex-reitor da Universidade de Lisboa garante que não vai desistir de se candidatar à Presidência da República. “Está fora de questão”, até porque, sublinha, “se a pessoa tem ideias e projeto, deve bater-se por eles”.

António Sampaio da Nóvoa (D.R)
António Sampaio da Nóvoa (D.R)

Em entrevista ao Diário Económico, António Sampaio da Nóvoa considerou que se fosse Presidente logo no rescaldo das eleições legislativas – cujas sondagens não apontam para uma maioria absoluta nem do PS nem da coligação – “olharia para os resultados das eleições para interpretá-los da maneira mais fina possível”.

Na opinião do candidato à sucessão de Cavaco Silva tem de ser feita uma “análise da realidade eleitoral com todos estes partidos que estão a emergir”, pois só esta análise irá permitir “perceber qual seria a maneira mais sólida de construir estabilidade governativa”.

“Não podemos andar a mudar todos os dias de regime fiscal, de enquadramentos legislativos ou governos”, refere.

Na mesma entrevista, Sampaio da Nóvoa garante que se for o próximo Presidente da República vai “procurar construir um compromisso entre partidos (…) e depois ficar colado a ele”, sendo que este compromisso não irá englobar apenas os partidos, mas “também os parceiros sociais e a sociedade em geral”.

Mais concretamente sobre a sua candidatura, o ex-reitor aponta as vantagens e desvantagens de não ter experiência política.

No que diz respeito à desvantagem, Sampaio da Nóvoa aponta a ausência das “redes, dos contactos ou de 30 ou 40 anos de laços de solidariedades, de afetos que facilitam muitas coisas”.

Por outro lado, a grande vantagem é, explica, “não pertencer a [nenhuma] família e poder imaginar-se como um Presidente capaz de dialogar com toda a gente”.

Ainda no âmbito da sua candidatura, Sampaio da Nóvoa revelou que conversou com António Costa antes de decidir avançar para a corrida e sobre uma eventual candidatura de Maria de Belém, o ex-reitor é perentório: “Se me pergunta se isso é uma coisa que me deixe contente e satisfeito, é evidente que não”.

Contudo, garante: “Mas não me parece que seja motivo de preocupação”. (noticiasaominuto.com)

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