Marcelo a Presidente? “O que o avô decidir está bem decidido”

Marcelo Rebelo de Sousa (D.R)

O ex-líder social-democrata continua sem dizer se avançará ou não com uma candidatura a Belém.

Marcelo Rebelo de Sousa  (D.R)
Marcelo Rebelo de Sousa (D.R)

Numa grande entrevista concedida ao Diário de Notícias, Marcelo Rebelo de Sousa mantém a incógnita relativamente a uma possível candidatura sua às eleições presidenciais do próximo ano.

O comentador político admitiu ser uma pessoa que tem, atualmente, bastante notoriedade, mas fez questão de frisar que “não se é candidato por uma questão de notoriedade”.

“A pessoa quando avança para uma candidatura tem de ponderar uma série de fatores importantes [tais como] a visão que tem do país, da Constituição, do Presidente da República”, explicou.

Na ótica do professor é necessário “apreciar o quadro das várias hipóteses disponíveis, [o que] implica comparar, implica também fazer uma autoavaliação”.

Essa autoavaliação, indicou, assenta em questões tais “como como é que a pessoa está fisicamente?” ou “como é que a pessoa está psicologicamente?”.

“Além destas razões todas, há uma outra, a meu ver muito importante: as legislativas são eleições para o governo do país. Eleger um Presidente é uma coisa diferente e misturar as duas coisas traria a tentação de sobreposição dos discursos”, referiu.

Sobre esta “sobreposição”, Marcelo Rebelo de Sousa explicou que “por um lado [significa] os partidos estarem a concorrer e ao mesmo tempo falarem do Presidente da República, do tipo de candidato ou do candidato a Presidente”. “Por outro lado, [significa] os candidatos presidenciais, às tantas, ficarem com tiques de primeiro-ministro”, acrescentou.

“O ideal seria não haver qualquer ligação entre uma candidatura presidencial e um ou vários partidos políticos”, frisou.

Sem revelar se vai ou não candidatar-se a Belém, o professor admitiu que já questionou os filhos e os netos sobre a questão.

“Para os meus filhos é indiferente”, garantiu, revelando que a filha “não é demasiado embrenhada na questão de candidaturas presidenciais”, mas que “diria ‘se o pai, um dia, fosse candidato, é evidente que votaria em si’”.

Quanto aos netos foi o mais velho, de 12 anos, o único que já é “mais articulado a pensar” na questão, que se pronunciou sobre o tema: “o que o avô decidir está bem decidido”. (noticiasaominuto.com)

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