Lunda Norte: Museu do Dundo o garante da divulgação da história Lunda Tchokwe

museu regional do dundo (Foto: Venceslau Mateus/Arquivo)
museu regional do dundo (Foto: Venceslau Mateus/Arquivo)
museu regional do dundo (Foto: Venceslau Mateus/Arquivo)

O Museu Regional do Dundo, localizado na província da Lunda Norte, destaca-se pela sua acção de preservação, valorização e divulgação da cultura do leste do país, com particular realce para a região Lunda Tchokwe, com um acervo museológico que data desde a sua criação em 1936, pela Companhia de Diamantes de Angola (Diamang).

O director da instituição, Fonseca Sousa, em entrevista à Angop, considera o Museu do Dundo como um “complexo museal” pelo facto de explorar a parte etnográfica, a história natural, pré-história, bem como arqueologia.

Explicou que o Museu Regional do Dundo possui mais de 9 mil peças que retratam os hábitos e costumes das comunidades do antigo reino da Lunda, entre as quais 913 artefactos estão na exposição permanente.

Fez saber que por falta de espaço, muitas peças se encontram nas salas de reserva provisórias enquanto aguardam pela conclusão das obras de ampliação do museu com a construção de mais um depósito.

Fonseca Sousa acrescenta que esta situação tem condicionado a inventariação das peças, tendo, por isso, garantido que será feita a devida actualização no momento da transferência das peças para o novo depósito.

Em relação a importância dos museus na preservação, valorização e divulgação da história, dos hábitos e costumes, Fonseca Sousa realça o trabalho realizado pelas instituições museológicas como prova evidente do seu esforço com vista a preservar a cultura humana ao longo dos tempos.

“E qual é o objectivo? Conservamos isto exactamente para preservar a nossa cultura, os nossos hábitos e costumes, a nossa história e transmitir às novas gerações o que é que o passado foi e o que é que o presente é,” lembrou.

Reforçou que para se entender hoje o presente é necessário conhecer o passado, dando como exemplo a primeira sala de exposição do Museu do Dundo que ilustra a gruta com o material lítico (período paleolítico) e da religião.

O museu apresenta igualmente ao público artefactos da pré-história, religião, exposição da indústria mineira, da resistência à colonização alguns aspectos que retratam a presença portuguesa na região, bem como documentos que certificam o processo de colonização.

O responsável vê o museu como um guardião cultural, por ser o local onde são guardadas e conservadas as coisas antigas para serem mostradas às novas gerações.

Para a conservação do acervo, informou que está dotado de técnicos de museografia que cuidam da manutenção e limpeza, bem como a delimitação ou a chamada localização topográfica para não danificar as peças museológicas feitas com material de metal, madeira, cabaça e missanga.

O Museu do Dundo foi reaberto em 2012 e recebe em média 300 pessoas por dia, entre estudantes, turistas e pesquisadores. (portalangop.co.ao)

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