Lianzi já começou a produzir

(Foto: D.R.)
(Foto: D.R.)
(Foto: D.R.)

Os Governos angolano e congolês anunciaram, em comunicado divulgado segunda-feira na cidade de Brazzaville, o início da produção em Outubro próximo do campo de Lianzi, situado na fronteira entre os dois países.

O anúncio foi feito pelo ministro congolês dos Hidrocarbonetos, André Raphael Loemba, e pelo seu homólogo angolano dos Petróleos, José Maria Botelho de Vasconcelos, no termo da vigésima quarta reunião do Comité de Pilotagem, organizada na capital congolesa.
“Depois das actividades de pesquisa das empresas SONANGOL e Empresa Nacional dos Petróleos do Congo (SNPC), os dois países decidiram explorar juntos o jazigo denominado Lianzi”, lê-se no comunicado. O campo petrolífero de Lianzi deve ser explorado pela empresa petrolífera Chevron, que pretende investir perto de dois mil milhões de dólares para o efeito.

Em termos de reservas, o Campo de Lianzi, localizado na fronteira marítima dos dois países, apresenta um potencial de 70 milhões de barris. Espera-se que o Projecto da Comissão de Unitização (Blocos 14, Angola e, Haute Mer – Congo Brazzaville) tenha uma produção de 36 mil barris de petróleo por dia, que vão ser repartidas em 50 por cento para cada país membro.

A localização dos jazigos atravessa  as fronteiras comuns e, por isso, foi criado  um órgão estatal para fazer o acompanhamento de todo o projecto, que tem à testa os ministros dos Petróleos dos dois países. O mesmo órgão é suportado por um grupo técnico que analisa e soluciona os problemas daí decorrentes. Até aqui as autoridades de Angola e Congo admitem ser “exemplar” o modo como os dois países tratam os aspectos relacionados com a partilha do recurso petrolífero na zona transfronteiriça.

O início da produção no campo de Lianzi resulta de um acordo assinado entre    Angola e o Congo em 2002, com o objectivo de fazer a exploração conjunta das estruturas geológicas transfronteiriças no Bloco 14 (Angola) e Bloco Haute Mer (Congo). Para fazer a exploração dessas estruturas foi assinado um acordo de participação entre os Estados e um grupo empreiteiro cuja operadora é a Chevron Congo. Criou-se a Comissão de Unitização composta por um órgão interministerial de gestão e uma estrutura técnica.

Os ministros dos Petróleos de Angola e dos Hidrocarbonetos do Congo, bem como os presidentes dos conselhos de administração da Sonangol e da SNPC, são membros desse órgão inter-Estatal de Gestão, que tem uma presidência rotativa com duração de um ano. A estrutura técnica é constituída por quadros dos dois países e cuja coordenação também é rotativa e com a duração de um ano. Existe ainda um secretariado executivo baseado em Ponta Negra, cujo secretário é angolano.

Anualmente realizam-se duas reuniões do órgão Inter-Estatal da Comissão de Unitização alternadamente, em Angola e no Congo. Até aqui já foram assinados entre as duas partes diversos acordos, tais como o de imigração e o acordo aduaneiro. Todos os acordos que regem esta actividade de unitização foram aprovados pelas Assembleias Nacionais dos dois países. (jornaldeangola.com)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA