Laiz Eduardo nega dupla filiação política

Bandeira da FNLA (D.R)

O político e porta-voz da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Laiz Eduardo, negou hoje, quarta-feira, em Luanda, as informações postas a circular pelo Semanário Grandes Notícias, na sua penúltima edição, segundo as quais estaria filiado e a exercer, simultaneamente, actividades em duas formações políticas.

Bandeira da FNLA (D.R)
Bandeira da FNLA (D.R)

Na sua edição, o semanário informou que Laiz Eduardo desempenha a função de vice-presidente no Partido da Aliança Patriótica Nacional.

Laiz Eduardo, que falava em conferência de imprensa na sede da FNLA para esclarecer tais informações, acrescentou que irá processar o Semanário Grandes Notícias por injúria, difamação e calúnia, atentando, deste modo, pela sua honra e bom nome.

Segundo o político, o aludido semanário faltou a verdade ao insinuar que este estava incomunicável, razão pela qual não colheu a sua versão sobre a matéria publicada.

Por isso, o político concluiu que a publicação foi deliberada, no sentido de instalar um clima de desconfiança generalizada no seio da direcção política da FNLA e minar a sua coesão.

No que toca à anterior saída do partido, explicou que devido às incompreensões e calúnia orquestrada antes e depois do primeiro congresso extraordinário de reencontro e harmonização da grande família da FNLA, realizado de 4 a 7 de Julho de 2010, tinha deixado o partido, juntamente com outros militantes.

No entanto, contrariamente as insinuações do referido semanário, a 29 de Maio de 2014, endereçou uma carta ao Juiz Conselheiro do Presidente do Tribunal Constitucional, na qual comunicou a decisão de reintegrar as fileiras da histórica FNLA e informar que cessa todas as actividades que exercera fora deste partido. Obteve resposta dias depois.

Assegurou aos militantes desta formação política e a todos os angolanos, que nunca manteve nenhum contacto com outras entidades e que permanece fiel aos ideais que nortearam a criação da UPA, mais tarde FNLA.

Ressaltou que durante a sua ausência da FNLA, nunca integrou qualquer projecto em que tivesse sido proposto a vice-presidência, tal como insinua o aludido semanário.

“Sou acima de tudo patriota, acérrimo defensor dos anseios e aspirações do povo angolano e, enquanto cidadão, um amante da pátria e dos angolanos, que entrou na política com espírito de missão, de lutar com coragem e determinação por uma Angola melhor”, disse.

Referiu que, na sua conduta, sempre privilegiou a moral e a legalidade.

Por outro, referiu que contra os eventuais colaboradores do referido semanário intentará, internamente, o competente processo disciplinar para que a anarquia e a desordem não ganhem espaço no interior deste partido. (portalangop.co.ao)

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