Kilamba Kiaxi com comissão para resolver problemas de delinquência

Alunos Convidados (Foto: Angop)

Os membros da Comissão de Disciplina e de Aconselhamento, que vão trabalhar para resolver os problemas de delinquência no Distrito Urbano do Kilamba Kiaxi, estão a ser credenciados pela administração local para começarem a funcionar com jovens com comportamentos desviantes para os resocializar.

Alunos Convidados (Foto: Angop)
Alunos Convidados (Foto: Angop)

Foram criados mais de 40 grupos nos bairros Popular, Golf e Palanca, que integram dois ou três mais velhos do sector, o representante da igreja com maior expressão, o soba e o presidente do sector, do quarteirão ou da Comissão de Moradores.

A comissão, constituída em grupos de cinco a seis elementos, vai trabalhar com base em denúncias que serão feitas pela população, porque, segundo relatos dos munícipes, os jovens que perturbam os moradores são conhecidos e alguns residem na área aonde actuam.

Em declarações à imprensa, o administrador Domingos João Lourenço  esclareceu, quarta-feira, que um dos problemas mais graves do distrito é a delinquência, sublinhando que todos os dias há jovens que inquietam os populares de manhã, de tarde, principalmente a noite e diariamente a Administração do Kilamba Kiaxi recebe queixas de que os autores destes actos são detidos e postos em liberdade em pouco tempo.

Domingos João Lourenço explicou que por este facto, a população sente-se revoltada, pelo que a sua administração resolveu actuar na sensibilização de indivíduos com comportamentos desviantes.

“Os membros desta Comissão é que vão trabalhar com estes indivíduos, num período indeterminado, de acordo com os resultados que forem obtendo”, pontualizou.

O administrador reconheceu que o trabalho não será fácil, mas “tendo em atenção os princípios que a Administração orientou vai ser possível isto”. Domingos João Lourenço augura que esta comissão seja funcional e exortou aos munícipes que colaborem denunciando os infractores, sublinhando que o resultado do trabalho  será a melhoria da segurança dos populares.

Informou que a comissão foi orientada a primar pelo sigilo para proteger os cidadãos que fizerem as denúncias.

Explicou que o trabalho será feito casa a casa com os supostos deliquentes e seus pais até que seja atíngido o objectivo pretendido, indicando que jovens que não se resocializarem serão denunciados à Polícia.

Este trabalho, segundo o administrador, foi preparado durante três meses e é do conhecimento da população que elegeu os membros dos grupos, que serão credenciados pela Administração. (portalangop.co.ao)

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