Justiça mauritana julga recurso de 2 militantes antiesclavagistas

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O líder da Iniciativa de Recordação do Movimento Abolicionista (IRA-Mauritânia), Birame Ould Dah Ould Abeid, e o vice-presidente, Brahim Ould Ramdhane, condenados a dois anos de prisão efetiva e presos na cadeia de Aleg, a 250 quilómetros a sudeste de Nouakchott, serão julgados em recurso na mesma cidade a 20 de agosto próximo, anunciou quinta-feira a organização.

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Os responsáveis e militantes da IRA demonstram uma grande mobilização para denunciar “a detenção arbitrária” destes dois militantes antiesclavagistas e exigir a sua libertação.

Algumas Organizações não Governamentais  internacionais tal como a Federação Internacional das Ligas dos Direitos Humanos (FIDH) adotaram a mesma atitude.

O coletivo dos advogados da defesa de Birame Ould Dah Abedi e de Brahim Ould Ramdhane contesta a competência territorial do Tribunal de Apelação de Aleg para estatuir sobre o dossiê, afirmando que depende da jurisdição de Nouakchott.

Estes militantes antiesclavagistas foram condenados a dois anos de prisão efetiva na sequência da organização duma caravana contra “a escravatura fundiária e a monopolização das terras no vale do rio”.

Birame Ould Dah Ould Abeid foi vencedor em dezembro de 2013 do Prémio das Nações Unidas Unidas para os Direitos Humanos e candidato classificado na segunda posição nas eleições presidenciais de  21 de junho de 2014 na Mauritânia. (panapress.com)

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