Jornalista moçambicano Paulo Machava assassinado

(euronews.com)
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O jornalista moçambicano Paulo Machava foi mortalmente baleado, esta manhã, em Maputo. Desconhecem-se os autores dos disparos.

Segundo a agência de notícia ‘France Press’, que cita um sobrinho do jornalista, Fernando Machava, o diretor e fundador da publicação eletrónica moçambicana ‘Diário de Notícias’ foi atingido entre as 5h30 e as 6h da manhã. O jornal moçambicano online “A Verdade”, diz que Machava regressava da sua caminhada matinal quando foi atingido, por desconhecidos, que se limitaram a parar a viatura em que seguiam e a disparar.

O crime aconteceu na Avenida Vladimir Lenine, uma artéria da capital, e o ‘modus operandi’ assemelha-se ao do assassinato do jurista franco-moçambicano, Gilles Cistac, membro da oposição, abatido em março.

Paulo Machava organizava, atualmente, uma manifestação contra o julgamento do economista Nuno Castel-Branco e dos jornalistas Fernando Veloso e Fernando Banze que estavam acusados de atentar contra a segurança do Estado.

O caso está ligado a uma ‘carta aberta’ do economista Nuno Castel-Branco, publicada no Facebook e depois reproduzida pela imprensa, em novembro de 2013, em que criticava, Armando Guebuza, presidente de Moçambique, na altura.

Castel-Branco foi acusado de crime contra a segurança do Estado. Já Fernando Veloso, diretor-editorial do semanário Canal de Moçambique, e Fernando Banze, editor do diário eletrónico Mediafax, respondem pelo crime de abuso de liberdade de imprensa.

Além do Diário de Notícias de Moçambique, Paulo Machava trabalhou no semanário Savana e na rádio estatal, Rádio de Moçambique. (euronews.com)

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