Investigação de acidente de Campos está em fase final

Avião com candidato caiu em um terreno (Foto: Matheus Tagé/DL)
Avião com candidato caiu em um terreno (Foto: Matheus Tagé/DL)
Avião com candidato caiu em um terreno (Foto: Matheus Tagé/DL)

A Agência da Força Aérea informou ontem que a investigação do acidente com o jato Cessna 560-XL que vitimou sete pessoas, em 13 de agosto de 2014, entre elas o candidato à Presidência Eduardo Campos, está na fase final de análise dos dados. Em um ano, a equipe de investigação realizou estudos e testes de performance e sistemas da aeronave, e verificou habilitações e treinamento dos pilotos, meteorologia, regulamentos existentes na aviação brasileira e manutenção.“De acordo com as normas internacionais, só podemos divulgar as conclusões consolidadas, uma vez que especulações podem prejudicar o andamento dos trabalhos e impedir a colaboração de fontes voluntárias”, explica o Chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), Brigadeiro do Ar Dilton José Schuck.

Mas não é preciso esperar o término da investigação para atuar na segurança operacional. O CENIPA emitiu recomendação de segurança à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), em novembro de 2014, pedindo que a autarquia se certificasse do cumprimento da norma que previa treinamentos de familiarização e de diferenças nas aeronaves da série CE560-XL, fabricadas pela Cessna Aircraft Company. Assim como em todos os acidentes aeronáuticos, o CENIPA não fixa um prazo para a conclusão do relatório final. As investigações conduzidas pelo órgão têm o objetivo de evitar que acidentes com as mesmas características ocorram. Os ensinamentos obtidos são divulgados para a comunidade aeronáutica na forma de Recomendações de Segurança, que completam, assim, o ciclo da prevenção.

Em janeiro de 2015, foram divulgadas as primeiras informações sobre a investigação do acidente. O CENIPA descartou hipóteses de colisão com aves, drones ou aeronaves. O avião não estava voando invertido antes da queda e os motores estavam funcionando no momento do impacto com o solo.

Além disso, os pilotos fizeram rota diferente do previsto na carta de aproximação por instrumentos para pouso na Base Aérea de Santos. “Todas as informações obtidas por fontes voluntárias ou fornecidas ao CENIPA por meio de cartas, email ou telefonemas podem auxiliar o processo de investigação e, por isso, são devidamente consideradas na análise”, declara o Brigadeiro. (diariodolitoral.com)

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