Instituições do Estado devem ser respeitadas

Deputado do MPLA João Pinto (angola24horas.com)
Deputado do MPLA  João Pinto (angola24horas.com)
Deputado do MPLA João Pinto (angola24horas.com)

O quarto vice-presidente da bancada parlamentar do MPLA, João Pinto, defendeu ontem em Luanda que todos os cidadãos devem respeitar as instituições do Estado saídas das eleições democráticas realizadas em 2012, nas quais o partido no Governo obteve maioria absoluta.

João Pinto falava durante uma palestra sobre “O Estado democrático e de direito e o respeito pelas instituições”, organizada pelo Comité Municipal de Luanda do MPLA. O político lembrou que o poder político deve ser alcançado pela via democrática, mediante a vitória nas eleições. “Quem periga as instituições do Estado e coloca em causa a segurança quer anarquia e é contra a democracia, pelo que não pode haver democracia sem respeito às instituições democraticamente eleitas pelo povo. O cidadão que não respeita o seu o Presidente e as outras instituições do Estado não é um patriota, não tem carácter”, disse.
Durante a palestra, bastante concorrida, João Pinto insistiu que um Estado democrático e de direito pressupõe o respeito da moral e dos bons costumes. “Não se deve ensinar aos outros o que está errado. Nunca se reprova um estudante porque não se gosta dele, isso pode gerar ódio”, alertou.
O deputado falou ainda sobre a tolerância política tão reclamada pelos partidos da oposição. “Quando um dirigente do MPLA faz lembrar a história, dizem que é intolerante, mas quando um dirigente da oposição ofende o Presidente (da República) e desacredita as instituições (do Estado) não é intolerante”, disse João Pinto, sublinhando que “a ingratidão é o pior mal da humanidade”.

UNITA e democracia

Durante a sua dissertação, João Pinto afirmou que a UNITA nunca foi democrática, tendo destacado o facto de o líder fundador deste partido ter tido a intenção de criar uma república no planalto central, depois de ver gorada a pretensão de proclamar, em Luanda, a Independência Nacional. “Em 1975, houve quem quisesse criar uma República de Angola no Huambo e como não conseguiu, fez aliança com o pior inimigo do povo africano, o apartheid. Dizia que defendia a democracia. Mas como é que um democrata faz acordo com aqueles que consideravam os africanos inferiores aos seus descendentes?”, questionou-se.
João Pinto falou sobre a batalha que derrotou por completo o poderio do regime do apartheid. “As FAPLA derrotaram os sul-africanos, obrigando-os a recuar. Com isso, são assinados os Acordos de Nova Iorque, em 23 de Março, e alguns princípios que reconheciam a igualdade de direitos, o respeito pela soberania, o direito entre pessoas humanas sem diferença pela cor, etnia, religião ou raça. Quem exigiu isso foi o Presidente José Eduardo dos Santos e não Jonas Savimbi”, referiu.
João Pinto disse que, contrariamente ao que afirmam os líderes do maior partido na oposição, a UNITA não trouxe democracia ao país, porque “quem é democrata não aceita o racismo”. O político acusou Jonas Savimbi de ter estado ao serviço dos racistas sul-africanos para desestabilizar Angola. Savimbi, acrescentou, tinha interesse em proclamar um Estado onde na prática era a África do Sul que teria o poder.
Entre os presentes no acto esteve o primeiro secretário de Luanda do MPLA, Bento Bento, que voltou a acusar a UNITA der ser a fundadora do autoproclamado “Movimento Revolucionário”, um grupo composto por elementos do braço juvenil deste partido, a JURA, e que tem como objectivo realizar manifestações contra o Presidente da República e o MPLA. Bento Bento precisou que o “Movimento Revolucionário” foi fundado no dia 5 de Maio de 2011 pelo presidente da UNITA, Isaías Samakuva, durante um encontro com 150 membros da JURA. (jornaldeangola.com)

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