Humanização no Américo Boavida regista melhoria

VISTA PARCIAL DO HOSPITAL AMÉRICO BOAVIDA (Foto: Angop)

A Directora Clínica do Hospital Américo Boavida, Maria Lina Antunes, informou hoje, segunda-feira, em Luanda, que a humanização dos serviços de saúde nesta unidade sanitária têm melhorado gradualmente, apesar de existir ainda alguns constrangimentos.

VISTA PARCIAL DO HOSPITAL AMÉRICO BOAVIDA (Foto: Angop)
VISTA PARCIAL DO HOSPITAL AMÉRICO BOAVIDA (Foto: Angop)

Em declarações à Angop sobre o funcionamento do hospital ao longo dos 40 anos de independência, disse que esta melhoria deve-se aos quatro inquéritos de opinião realizados, onde constatou-se determinadas mudanças de comportamento por parte dos funcionários e dos próprios pacientes.

Maria Antunes manifestou-se satisfeita, afirmando  que a população hoje também é capaz de perceber o que se passa em relação ao desenvolvimento e as mudanças no hospital e, por isso, as pessoas estão mais educadas e pacientes.

Sobre a humanização, disse, foi efectuado um inquérito na área das consultas externas e verificou-se que se precisa aperfeiçoar mais os trabalhos naquela área, por formas a acabar com a demora e a lista de espera, porque faz com que muitos percam a paciência e descontrolam-se dentro do hospital.

Adiantou que a entrada do hospital é outra área de constrangimento, pois o serviço de segurança tem cometido algumas irregularidades, desrespeitando os familiares e pacientes, o que é reprovável.

“Embora não seja nosso serviço porque o trabalho dos seguranças é terceirizado, mas mesmo assim fizemos também um inquérito aonde a população apresentou vários itens negativos,” referiu.

De acordo com a médica, o hospital chega a internar 593 pacientes, por isso, muitas pessoas circulam pela em áreas impróprias e isso desgasta a estrutura, acrescentando ser incorrecto, mas a forma que é feita a restrição por parte dos seguranças é que é inadequado.

Para si, uma das formas de se melhorar o funcionamento do hospital é melhorar a humanização dos serviços de saúde e a população deixar de se instalar na porta do hospital.

” Os familiares dos nossos pacientes têm que deixar de se  instalar no hospital, não saem da porta, montam até tendas, o que levou-nos a pensar que fosse falta de confiança dos técnicos de saúde, mas fazem-no por questão cultural,” lamentou. (portalangop.co.ao)

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