Guiné-Bissau: Baciro Djá o primeiro-ministro contestado

Tomada de posse de Baciro Djá para o cargo de primeiro-ministro da Guiné-Bissau. 20/08/15 (D.R)

Baciro Djá tomou ontem ao fim da tarde posse como primeiro-ministro da Guiné-Bissau. Um acto que aconteceu poucas horas depois da nomeação por decreto presidencial. PAIGC e sociedade civil contestam a decisão de José Mário Vaz.

Tomada de posse de Baciro Djá para o cargo de primeiro-ministro da Guiné-Bissau. 20/08/15  (D.R)
Tomada de posse de Baciro Djá para o cargo de primeiro-ministro da Guiné-Bissau. 20/08/15 (D.R)

A meio desta quinta-feira, José Mário Vaz anunciou por decreto a sua escolha para a chefia do Governo da Guiné-Bissau, depois de no passado dia 12 de Agosto ter anunciado a destituição de Domingos Simões Pereira. Jomav num comunicado lido na Rádio Difusão Nacional o alega “sinais de obstrução à justiça” para derrubar o Governo.

A decisão de nomear Baciro Djá foi anunciada e efectivada no mesmo instante.

Na toma de posse o agora chefe do Executivo, que até Junho – altura em que apresentou a demissão por “falta de confiança recíproca” entre ele e o chefe de Governo – tinha sido ministro da Presidência do Conselho de Ministros de Domingos Simões Pereira, prometeu privilegiar o diálogo para ultrapassar a crise em curso no país. Além disso, sublinhou que na vida tem três grandes amores: a Guiné-Bissau, o PAIGC e a sua família.

José Mário Vaz também usou da palavra na cerimónia e justificou a escolha com o facto de Baciro Djá ter coordenado a última campanha eleitoral do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, sendo, por isso, um profundo conhecedor do programa de Governo.

O PAIGC que reagiu imediatamente à nomeação de Baciro Djá, considerando-a ilegal e anticonstitucional. O partido no poder na Guiné-Bissau reclamava desde há vários dias a recondução no cargo de Domingos Simões Pereira.

Também A União para a Mudança, partido liderado por Agnelo Regala, já contestou a decisão de José Mário Vaz. Avançando que vai impugnar judicialmente a nomeação.

Diversas organizações da sociedade civil estão em desacordo com a decisão de Jomav e anunciaram impugnar a iniciativa presidencial. Apelam à demissão de José Mário Vaz e à desobediência civil, que ameaça paralisar o país a partir desta sexta-feira. Entre estas organizações estão a Aliança Nacional pela Democracia e o Movimento Nacional da Sociedade Civil. (rfi.fr)

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