Gonçalves Muandumba na Jordânia: “Prevenção de conflitos constrói-se promovendo o bem estar e concórdia entre todos”

O ministro Gonçalves Muandumba, na Jordânia. (Foto: D.R.)
O ministro Gonçalves Muandumba, na Jordânia. (Foto: D.R.)
O ministro Gonçalves Muandumba, na Jordânia.
(Foto: D.R.)

O ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba participa desde ontem, no Reino Hachemita da Jordânia, no Fórum Global da Juventude, Paz e Segurança (que termina amanhã), uma iniciativa com apoio das Nações Unidas, inscrita no seu Programa de Acção Mundial, abarcando 15 áreas prioritárias.

Convidado a intervir, o governante angolano referiu diante do promotor do evento, o príncipe Al Hussein Abdulah II, que as ameaças à segurança e paz no mundo exigem “de todos nós, medidas conducentes à sua manutenção”.

Gonçalves Muandumba acrescentou ser urgente que se associe “ a força e energia” da juventude a esse movimento, enquanto elemento catalizador de “atitudes e práticas”, capazes de garantir “tamanha responsabilidade”, na “condução dos destinos dos respectivos países e, por conseguinte, deste mundo cada vez mais global”.

Ao debruçar-se sobre a realidade angolana, o ministro recordou o engajamento da juventude ao longo de todo o processo que conduziu o país à independência – este ano a assinalar 40 anos -, sob o signo da paz, alcançada em 2002, e cuja manutenção constitui “um trabalho diário”, envolvendo “todos os actores sociais”.

Yuri Cardoso, do Instituto Angolano da Juventude, ministro G. Muandumba, Nasser Judeh e Nilsa Ernesto. (Foto: D.R.)
Yuri Cardoso, do Instituto Angolano da Juventude, ministro G. Muandumba, Nasser Judeh e Nilsa Ernesto, durante o Forum.
(Foto: D.R.)

Com esse objectivo, disse o ministro, foi constituído, por iniciativa do presidente da República de Angola, engenheiro José Eduardo dos Santos, o Conselho Nacional da Juventude, um órgão com a responsabilidade de congregar diferentes associações e sensibilidades, de modo a tornar o diálogo “entre os diferentes órgãos e instituições do país”, mais produtivo.

Gonçalves Muandumba adiantou que a política de Juventude do Governo angolano “integra várias iniciativas”, tendo como prioridades “a educação/formação, saúde e emprego, áreas elencadas pelos próprios jovens”, tornando-os desta forma, pró-activos, no que se refere à solução dos seus problemas.

Para o governante angolano “dar voz à juventude, torná-la pró-activa, não ver nela ou fazer dela um problema”, é “uma solução preciosa” para a questão.

O ministro considera a “estabilidade conquistada por muitos dos nossos países e almejada por outros tantos” um direito, já que só ela permite que a Democracia seja uma realidade.

Por isso, reforça, “falar de paz e segurança é falar de educação, de emprego, de saúde, do empoderamento das mulheres, de progresso e desenvolvimento”.

Para Gonçalves Muandumba, a “prevenção de conflitos faz-se e constrói-se, promovendo o bem estar e a concórdia entre todos, com base não somente no aumento da renda das populações, mas também na promoção de valores, como os do trabalho, da amizade e da solidariedade”.

Analisando os atentados à Paz e Segurança que “ganham novos contornos”, o ministro da Juventude e Desportos defende “que os Governos ajam em conformidade, isto é, com novos contornos, suficientemente eficazes, “para dar resposta enérgica a estas novas ameaças”. E a juventude –conclui – é efectivamente a parceira ideal na batalha pela paz e segurança em todos os países. (cdi minjud)

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