Fundo de resolução só recebe metade do que meteu no Novo Banco

(Dinheiro Vivo)
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A venda do Novo Banco será feita com perdas e o Fundo de Resolução só deverá conseguir rever cerca de metade do montante injetado no banco.

O Dinheiro Vivo sabe que as propostas vinculativas apresentadas pelos três candidatos – Apollo, Anbang e Fosun – superam os 3500 milhões de euros. No entanto, depois de descontados os montantes para reforços de capital, imparidades e outros ajustes, o montante de encaixe para o Fundo de Resolução rondará apenas 2000 milhões.

Dos 4900 milhões injetados no Novo Banco – aquando a sua constituição em agosto de 2014 -, 1000 milhões de euros resultaram das contribuições dos bancos para o Fundo de Resolução, enquanto 3900 milhões de euros saíram da linha de recapitalização da troika reservada à banca.

Isto significa que caso a venda renda apenas cerca de 2000 milhões ao Fundo de Resolução, este montante não será suficiente para liquidar a totalidade do empréstimo contraído através da linha da troika, havendo assim um diferencial de 1900 milhões de euros que terá de ser suportado pelo Fundo de Resolução, ou seja, pela banca.

Este empréstimo de 3900 milhões de euros têm um prazo máximo de dois anos, mas é renovado todos os trimestres. A taxa aplicada reflete os juros pagos pelo próprio Estado no quadro do empréstimo da troika, acrescidos de uma comissão fixa e de um spread adicional de cinco pontos base a cada três meses. O reembolso do empréstimo ao Estado é a primeira prioridade para o destino da receita obtida na venda do Novo Banco. Por isso, os 2000 milhões serão usados diretamente para amortizar o empréstimo. (dinheirovivo.pt)

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