Fronteira é alvo de tiroteio entre Coreias do Norte e do Sul

(AFP 2015/ JUNG YEON-JE)
(AFP 2015/ JUNG YEON-JE)
(AFP 2015/ JUNG YEON-JE)

Coreia do Norte disparou fogo de artilharia contra a base militar da Coreia do Sul que fica na zona desmilitarizada, noticiou a mídia sul-coreana na quinta-feira.

Depois de um ataque da Coreia do Norte usando mísseis mais cedo na quinta, a Coreia do Sul disparou dezenas de projecteis de artilharia. No momento, as Forças Armadas comandadas por Seul estão em estado de máxima prontidão, informa a agência noticiosa sul-coreana Yonhap.

Fontes locais informam que o Sul respondeu com vinte disparos contra um que veio do Norte.

Segundo a emissora sul-coreana KBS, que cita um oficial militar local, o fogo de artilharia foi aberto contra o altifalante militar que nos últimos dias divulgava programas contra Pyongyang e foi localizado na parte ocidental da fronteira entre os dois países.

“O nosso lado realizou o contra-ataque de dezenas de projecteis de 155 mm”, declarou à agência noticiosa AFP o porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano.

Segundo a Yonhap, a Coreia do Norte ainda não respondeu ao contra-ataque.

A Coreia do Sul realizará uma reunião do Conselho de Segurança Nacional para avaliar a situação. Não foram divulgadas informações sobre vítimas ou danos causados pelo ataque norte-coreano, mas a Coreia do Sul ordenou a evacuação de cidadãos da área fronteiriça.

No entanto, a região industrial de Kaesong, situada no território norte-coreano, perto da fronteira com a Coreia do Sul, não deixou de funcionar, informa um correspondente da Sputnik.

Os acontecimentos acontecem uns dias após Seul anunciar o reinicio da operação de propaganda na fronteira pela primeira vez em 11 anos em resposta às explosões que matou dois soldados do patrulhamento fronteiriço, noticiou a publicação South China Morning Post.

Aliás, desde 17 de Agosto, são realizados na região os exercícios militares conjuntos dos EUA e Coreia do Sul. Pyongyang exigiu que os países parem as manobras, ameaçando no caso da recusa usar armas que o mundo ainda não viu, “de uma potência devastadora”. (sputniknews.com)

 

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