FMCA2015: Ministro Bornito de Sousa sugere dinamismo no turismo

Ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa (Foto: Henri Celso)
Ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa (Foto: Henri Celso)
Ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa (Foto: Henri Celso)

O ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, considerou nesta quinta-feira, em Luanda, necessário que o país dinamize o mercado do turismo interno, “um objectivo contido no plano directório que se propõe atingir mais de quatro milhões de turistas até 2020, 60 porcento dos quais nacionais”.

“As metas do Executivo relativamente a este sector continuam a conferir prioridade à criação de estruturas de formação”, referiu o dirigente, no acto de abertura da II edição da Feira dos Municípios e Cidades de Angola (FMCA/2015).

Segundo o ministro, o objectivo é a efectivação de uma rede de escolas de Hotelaria e Turismo e a criação de um número significativo de postos de trabalho qualificados.

Acrescentou que neste momento decorre um processo de inventariação e catalogação do património turístico nacional, com vista a melhor gerir os recursos disponíveis e projectar o desenvolvimento da indústria hoteleira.

“Neste sentido, estão já criados vários pólos de desenvolvimento turístico, iniciativas que, associadas ao projecto Okavango/Zambeze, são estratégicas para o desenvolvimento das componentes internas e internacionais do turismo nacional, elevando cada vez mais a marca Angola, enquanto destino turístico privilegiado”, asseverou.

A respeito da Feira dos Municípios e Cidades de Angola, que decorre até domingo, na Feira Internacional de Luanda, disse que surge num momento de dificuldades, dada a conjuntura internacional, mas os expositores não cruzaram os braços e tudo fizerem para participar.

Bornito de Sousa considerou digno o empenho dos expositores, pois demonstra a atitude que se requer para os gestores públicos e para os empresários neste momento peculiar da história da economia de Angola.

Sublinhando a necessidade da criatividade e de esforço colectivo em torno do bem comum.

“A feira decorre num contexto particularmente delicado para a economia angolana, tendo em conta a conjuntura internacional de baixa do processo de petróleo. Trata-se de um cenário que impõe a adopção de medidas urgentes para a redução do impacto dessa situação na economia nacional”, asseverou.

Lembrou que a palavra de ordem é a diversificação da economia, mediante a exploração das várias alternativas ao petróleo, tendo apontado a agricultura como a garante da auto-suficiência alimentar e o caminho a seguir, a qual deve-se associar a extracção de outros minerais e a indústria do Turismo, dada a potencialidade de produzir receitas para o país e gerar empregos.

Pelo empenho demonstrado pelos expositores, o ministro saudou, em nome do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, todos os participantes da FMCA e do Turismo.

Na feira estão inscritos mais de 300 expositores, entre administrações municipais, comissões administrativas de cidades governos provinciais, ministérios e outros organismos públicos, operadores hoteleiros e turísticos, empresas privadas e representações de alguns países.

A Feira dos Municípios e Cidades de Angola (FMCA/2015) visa promover o conhecimento das potencialidades dos diversos municípios e combater as assimetrias regionais em termos de desenvolvimento.

A mesma decorre em simultâneo com a Bolsa Internacional de Turismo de Angola, na Feira Internacional de Luanda. (portalangop.co.ao)

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