“Festejo da queda do desemprego esquece 218 mil empregos a menos”

Ex-ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas (D.R)

No espaço de opinião no Diário Económico, a ex-ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, aludiu à ‘arte da fuga’ por parte do Governo atual.

Ex-ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas (D.R)
Ex-ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas (D.R)

“Pensando no período eleitoral que se vive, ‘fuga para a frente’, em política, significa avançar intrepidamente, com o cabelo nos olhos, e rezar para que corra bem!”. Assim começa Gabriela Canavilhas um artigo de opinião que assina hoje no Diário Económico.

A ex-ministra da Cultura recorda as promessas passadas do primeiro-ministro atual, Pedro Passos Coelho. “Irresponsavelmente, lembra-me a promessa de Passos Coelho no Pontal de que irá tornar Portugal numa das dez economias mais competitivas do mundo. Lembra-me o anúncio da coligação de que iria recuperar na próxima legislatura o mesmo Estado social que tentou derrubar na presente legislatura, depois de quatro anos a desmantelar sistematicamente o edifício social do Estado, exercício que está a levar persistentemente até aos últimos dias da governação”.

“Por outro lado, a arte de passar uma mensagem de grande simplismo (a alegada bancarrota socialista e o alegado país do sucesso da troika), embrulhado em grande aparato, aparenta-se mesmo que muito longinquamente, com arte de compor em estilo e fuga o contraponto a partir de um pequeno tema: a descida do desemprego festejada pela coligação esquece os 218 mil empregos a menos em Portugal desde 2011”, frisa.

Gabriela Canavilhas sublinha ainda que “20,4% dos portugueses, auferem hoje salário mínimo – um aumento de 70% face a 2011; um quarto dos portugueses encontra-se em risco de pobreza; o PIB caiu 7% desde 2011 e o crescimento da economia portuguesa em 2015 é metade da de Espanha e igual à da falida Grécia”. (noticiasaominuto.com)

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