Familiares dos ativistas vão fazer uma concentração em vez da marcha

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Depois de proibida pelo Governo Provincial de Luanda, a nova marcha dos familiares dos 15 ativistas detidos vai ser convertida numa concentração no Largo 1º de Maio, no dia do aniversário do Presidente da República.

Previsto para o dia 28 de agosto, data de aniversário do Presidente José Eduardo dos Santos, o protesto das mães e familiares dos presos políticos vai converter-se numa concentração para exigir a liberdade dos jovens.

Em entrevista a DW África, Henriqueta Diogo, esposa de Benedito Jeremia, um dos ativistas detidos, confirma que o grupo vai mesmo realizar o protesto. Como o Governo Provincial de Luanda (GPL) mandou proibir a marcha, “retificamos a carta com o pedido, vamos sair no mesmo dia e antes das 19 horas” em conformidade com a lei, confirma Henriqueta que acrescenta que desta vez “não vai ter marcha”.

Concentração no Largo 1° de Maio

Como a marcha foi proibida, a alternativa encontrada pelos familiares vai ser “uma concentração no Largo 1º de Maio, às 15 horas” declara a esposa de Benedito Jeremia.

A esposa do ativista, garante que todas as senhoras estão dispostas a sofrer em troca da liberdade dos presos políticos. “O Presidente estará a festejar naquele momento. Mas nós estaremos a sofrer. Neste momento não temos nada a temer porque os nossos familiares estão a sofrer e nós vamos sofrer com eles”, assegurou Henriqueta Diogo que está preparada para pedir a liberdade dos jovens no dia em que o Presidente José Eduardo dos Santos vai estar a festejar o seu aniversário.

“Não lhes compete dizer que autoriza ou não autoriza”

Contactado pela DW, o advogado Salvador Freire da Associação Mãos Livres, disse que o Governo de Luanda deve criar condições que protejam os manifestantes e não proibir o que está consagrado na Constituição da República.

“Não lhes compete dizer que autoriza ou não autoriza” esclarece o advogado, “os próprios manifestantes, no seu direito, podem processar o governo da província de Luanda, porque não pode impedir um ato consagrado na nossa Constituição”, reiterou Salvador Freire. (dw.de)

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