Ex-presidente americano Jimmy Carter revela que está com câncer

(AFP)
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O ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, de 90 anos, anunciou nesta quarta-feira que sofre de câncer de fígado e que se submeterá a um tratamento para combatê-lo.

Uma cirurgia recente para remover uma “pequena massa” no fígado “revelou que tenho câncer (e) que agora está em outras partes do meu corpo”, disse Carter, que foi presidente entre 1977 e 1981, em um breve comunicado.

“Vou reorganizar a minha agenda como for necessário para poder me submeter a tratamento”, acrescentou, destacando que na próxima semana dará mais detalhes sobre sua condição de saúde.

Nascido no estado da Geórgia (sudeste), Carter será tratado no Hospital da Universidade de Emory, em Atlanta.

Suas duas irmãs, seu irmão e seu pai morreram de câncer no pâncreas.

Desde que deixou a Presidência, Carter se manteve activo, criando em 1982 o Centro Carter, uma Organização não-governamental de defesa dos direitos humanos, e dirigindo várias missões de observação eleitoral. No final de Abril e no começo de Maio, por exemplo, viajou a Moscovo e em seguida aos territórios palestinos e a Israel.

Por motivos de saúde, em meados de Maio deste ano, voltou antes do previsto da Guiana, onde estava para observar as eleições gerais.

Mensagens de alento ao ex-presidente

“Obrigado por seus pensamentos e suas orações por meu avô”, escreveu no Twitter seu neto, Jason.

“Esperamos que se restabeleça completamente e que possa retornar ao seu trabalho, que é uma fonte de inspiração”, escreveu, por sua vez, o CEO da Apple, Tim Cook.

Mensagens enviadas de diferentes posições do tabuleiro político foram publicadas no microblog. A presidente do Partido Democrata, Debbie Wasserman Schultz, e o senador republicano Austin Scott também enviaram palavras de apoio ao ex-presidente e seus familiares.

O democrata Jimmy Carter, 39º presidente americano, sucedeu ao republicano Gerald Ford e perdeu as eleições presidenciais em 1980 para outro republicano, Ronald Reagan.

Sua Presidência é conhecida, sobretudo, pela crise dos reféns no Irão, em 1979, durante a qual 52 americanos foram retidos por 444 dias na embaixada dos Estados Unidos em Teerão. Seu fracasso em assegurar a libertação dos reféns contribuiu para sua derrota ante Reagan, quando se candidatou à reeleição.

Sua reputação é melhor hoje do que quando estava no poder. Os acordos de Camp David, assinados em 1978 entre o Egipto e Israel, sob a mediação de Carter, são reconhecidos actualmente como uma grande vitória diplomática.

Durante seu governo, os Estados Unidos prometeram a entrega a mãos panamenhas do Canal do Panamá, o que finalmente ocorreu em 1999.

Ganhador do prémio Nobel da Paz em 2002 por seus esforços a favor da justiça económica e social, também praticou uma aproximação com o regime de Fidel Castro, em Cuba, ao acordar, em 1977, a reabertura das sedes diplomáticas na forma de Secção de Interesses.

Carter está entre os quatro ex-presidentes americanos ainda vivos, ao lado de George Bush pai, George W. Bush (filho) e Bill Clinton. (swissinfo.ch)

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