Ex-partido no poder contestado nas presidenciais no Burkina Faso

Bandeira de Burkina Faso (D.R)

Os 650  feridos das jornadas insurreicionais de finais de outubro passado no Burkina Faso manifestaram quarta-feira a sua oposição à candidatura de membros do ex-partido no poder, o Congresso para a Democracia e Progresso (CDP), às eleições presidenciais e legislativas de outubro próximo no país.

Bandeira de Burkina Faso (D.R)
Bandeira de Burkina Faso (D.R)

O antigo Presidente do Burkina Faso, Blaise Compaoré, foi destituído do poder em finais de outubro passado depois de 27 anos de regime por uma insurreição popular, quando procurava modificar a Constituição para disputar um novo mandato.

Segundo os dados oficiais, cerca de 30 pessoas foram mortas, mais de 600 outras ficaram feridas, enquanto os danos materiais se estimaram entre 120 e 200 biliões de francos CFA (um dólar equivale a cerca de 587 francos CFA).

O Burkina Faso organiza eleições presidenciais e legislativas a 11 de outubro próximo, para sancionar o período da Transição que acompanhou a partida de Blaise Compaoré.

Organizações da sociedade civil introduziram junto do Conselho Constitucional um recurso contra a elegibilidade dos candidatos do partido do antigo Presidente (CDP), enquanto Eddie Komboigo, presidente da mesma formação política, depositou terça-feira o seu processo de candidatura.

Os feridos da insurreição apelaram “para a sabedoria e a razão dos juizes constitucionais” para que estatuam “em conformidade com o espírito da insurreição”. (panapress.com)

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