EUA intervêm a favor de palestinianos em julgamento por atentados

(AFP)
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Washington anunciou nesta terça-feira que interveio durante um julgamento realizado nos Estados Unidos sobre atentados em Israel, que causaram vítimas americanas, para evitar a falência da Autoridade Palestiniana, condenada em primeira instância a pagar grandes indemnizações.

No fim de Fevereiro, um júri popular de Nova York condenou a Autoridade Palestiniana e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) a pagar 218,5 milhões de dólares por sua responsabilidade em seis atentados cometidos em Israel entre 2002 e 2004, nos quais cidadãos americanos foram mortos e feridos.

A quantia foi triplicada pelas leis antiterroristas americanas, elevando as indemnizações a mais de 655 milhões de dólares.

Os ataques, que deixaram 33 mortos e 390 feridos, foram atribuídos a militantes do Hamas e a brigadas dos mártires da Al Aqsa, braço armado do Fatah, partido do presidente palestino Mahmud Abas e principal força da OLP.

A Autoridade Palestiniana anunciou que recorreria da decisão em primeira instância, e na segunda-feira o governo americano interveio a seu favor.

“O governo dos Estados Unidos apresentou em 10 de Agosto uma declaração de interesses no caso Sokolow contra a Autoridade Palestina/Organização para a Libertação da Palestina a fim de informar a Corte sobre seus interesses”, explicou nesta terça-feira em e-mail à AFP um porta-voz do Departamento de Estado.

“A declaração trata sobre os interesses cruciais dos Estados Unidos em matéria de segurança interna e de política externa, que devem ser levados em conta”, acrescentou.

Washington pretende, por um lado, apoiar “os direitos das vítimas do terrorismo a reclamar em uma corte federal e a receber uma justa reparação, mas também mostrar sua preocupação pelos danos que podem ser produzidos se a capacidade da Autoridade Palestiniana para funcionar como um governo for gravemente comprometida”. (swissinfo.ch)

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