EUA: Embaixador aponta diálogo como chave das crises

Embaixador de Angola junto das nações unidas, Ismael Martins (Foto: Pedro Parente/Arquivo)
Embaixador de Angola junto das nações unidas, Ismael Martins (Foto: Pedro Parente/Arquivo)
Embaixador de Angola junto das nações unidas, Ismael Martins (Foto: Pedro Parente/Arquivo)

O embaixador de Angola junto da Missão Permanente da ONU, Ismael Martins, apontou hoje, domingo, em Nova Iorque, Estados Unidos da América, a via do diálogo inclusivo e transparente como a chave da resolução das crises políticas, particularmente em África.

Em declarações à imprensa, a propósito da participação de Angola na IV Conferência Mundial dos Presidentes dos Parlamentos e da situação política na Guiné Bissau, o diplomata argumentou que o diálogo deve centrar-se “na busca da solução dos principais problemas e das causas profundas desses conflitos”.

Informou que o Conselho de Segurança teve esta semana uma sessão para analisar a problemática da Guiné Bissau, da qual saiu a mensagem de que é preciso aprofundar o diálogo e assegurar o apoio da comunidade internacional, mas respeitando a vontade do povo guineense.

“Só mesmo aos guineenses podem encontrar solução para os problemas que têm. A comunidade internacional ajuda, encoraja, promove, facilita e às vezes aplica medidas duras, ou ameaça que vai aplicar”, expressou.

Lamentou o facto de as partes na Guiné Bissau insistirem em não avançar e se manter estanques nas suas posições, tendo informado que, a nível do Conselho de Segurança, existe já um pacote de sanções aplicado.

Esclareceu que esse pacote visa um embargo às armas e à movimentação de determinadas entidades naquele país, que antes participaram em actos de guerra, atrocidades e nos golpes de Estado.

“Há um pacote de sanções para impedir a movimentação de algumas dessas entidades. É possível que se aperte mais. Eu preferia que não se chegasse aí”, exprimiu.

Sublinhou que a Guiné Bissau é um país que precisa de viver com o apoio da comunidade internacional, mas há sinais de que “vai se começar a cortar, limitar a concessão dessas ajudas financeiras, necessárias ao combate à pobreza” naquele país.

“São essas medidas que são normalmente aplicadas como pacote, penalizantes aos países que não aplicam aquilo que são os seus próprios programas”, referiu.

Do seu ponto de vista, o problema foi definido pela própria Guiné Bissau, porquanto “o governo saiu das eleições, foi aceite, de grande maioria”, daí ser preciso “não obstaculizar o funcionamento deste governo”.

Ismael Martins informou, por outro lado, que foi adoptada uma Declaração Presidencial sobre o Sudão do Sul, que saúda o acordo assinado pelas partes, naquele país africano.

“O acordo foi assinado pelas partes. É preciso que ele seja aplicado e se houver medidas que obstaculizem a aplicação deste acordo vai se passar também por uma fase de aplicação dessas medidas. Estão preconizadas. Há uma resolução pendente”, advertiu.

Segundo o embaixador, o importante “é diferenciar entre os verdadeiros prevaricadores e outros, entre o governo e o resto, garantindo o respeito pela soberania e pelas instituições da soberania.

Todavia, disse que o governo em si tem de ter uma actuação conduncente a este posicionamento que deve ter a nível internacional.

Em relação à situação do Burundi, disse ser diferente, porquanto há um governo eleito que já é reconhecido como tal, depois de alguma relutância inicial.

Referiu que agora está-se a dizer que o governo deve aplicar medidas de inclusão e está determinado a fazer.

Angola, declarou, entende que o Burundi deve avançar com um governo representativo, que possa pôr em marcha um programa para retirar aquele país africano da pobreza e instabilidade.

A Conferência Mundial dos Presidentes dos Parlamentos decorre de 31 de Agosto a 02 de Setembro. Angola será representada pelo presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, que encabeça uma delegação composta pelos deputados Carolina Cerqueira, Exalgina Gamboa e Ernesto Mulato, bem como o secretário-geral do Parlamento, Pedro Agostinho de Neri. (portalangop.co.ao)

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