Escravatura vista no palco

(ja.ao)

O grupo de teatro Kipapumunu “Grutek” apresenta amanhã, a partir das 20h00, no palco da Liga Africana, em Luanda, a peça intitulada “A Escravatura”, e segunda-feira, às 10h00, no Beiral da Terra Nova.

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Luís Zage disse ontem ao Jornal de Angola que o espectáculo recria factos reais, ocorridos durante o tráfico de escravos. O grupo vai mostrar também como essas pessoas foram alvo de injustiças e o modo como lutaram para se tornarem homens livres.

O encenador disse que o espectáculo “vai exibir em particular a forma como clamava uma escrava sob açoites na sua própria terra, de onde não queria sair, chorando até ao amanhecer, acorrentada da cabeça aos pés e as crianças a sofrerem por falta de amparo dos progenitores que partiam”.

A peça incide sobre as principais consequências do tráfico de escravos, particularmente com a chegada dos primeiros mercadores europeus, que procuravam mão-de-obra para trabalhos pesados. “O objectivo é mostrar aos espectadores como o tráfico e a escravatura foi um comércio de interesses que prejudicou o desenvolvimento do continente africano”.

O espectáculo de teatro também faz alusão aos prisioneiros das guerras tribais, que eram encarcerados em barracões, onde ficavam à espera da chegada dos navios negreiros que os levariam como carga humana para as Américas.

Projectos e digressões 

O grupo realizou de 17 a 23 deste mês uma digressão pelas províncias de Malanje e Bié. Nesta deslocação, realizou espectáculos e encontros de trabalho com os grupos de teatro Kutala Kiabonte e Akua da província de Malanje.

Na província do Bié, manteve encontros com o grupo Omala Vetu Vaya. Durante a estadia nessas províncias, apresentou os espectáculos “A paixão que fundiu”, uma adaptação do livro “Manana” do escritor Uanhenga Xitu, que recria a vida de dois jovens que se apaixonam. Mas um feiticeiro usa os seus poderes para impedir o relacionamento de Zito e Manana.

O grupo exibiu também a peça “Kifarú”, sobre o mistério de mortes imprevistas, o problema da impotência sexual, doenças sem explicação aparente, inveja e cobiça dos bens alheios.
Luís Zage disse que o grupo pretende realizar actividades sociais em Luanda e outras províncias.

O grupo de teatro Kipapumunu “Grutek”, fundado a 13 de Março de 1995 na província de Luanda, já participou em vários festivais de arte, com destaque para o Prémio Cidade de Luanda, em 2002. (portalangop.co.ao)

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