Erradicação da doença traz técnicos da OMS

Organização Mundial da Saúde (OMS) (D.R)

Uma equipa de técnicos da Comissão de Certificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é esperada em Luanda no próximo mês para constatar os resultados das campanhas de vacinação contra a poliomielite, primeira da etapa para a certificação da erradicação da doença no país.

Organização Mundial da Saúde (OMS)  (D.R)
Organização Mundial da Saúde (OMS) (D.R)

A informação foi avançada ontem, na cidade do Lubango, pelo representante em Angola da agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), Caetano Gomes, que anunciou, para Novembro, a possibilidade de a OMS declarar oficialmente que Angola está livre da doença, caso a equipa de técnicos da Comissão de Certificação constate no terreno resultados palpáveis dos efeitos das campanhas de vacinação contra a poliomielite.

“Fruto dos êxitos já alcançados, Angola tem de apresentar a documentação necessária para a OMS dar a certificação da erradicação da poliomielite”, acentuou Caetano Gomes, que visitou a província da Huíla no quadro da preparação da próxima campanha de vacinação contra a poliomielite, a decorrer em simultâneo em vários países de África, de 14 a 16 deste mês.

Caetano Gomes acrescentou que durante a estada em Angola os técnicos da Comissão de Certificação da região africana da OMS vai em Setembro verificar o impacto das campanhas de vacinação.

O responsável acrescentou que a OMS trabalha, desde 2014, na recolha de amostras para serem aferidos se ainda existem reservatórios do vírus causador da poliomielite em esgotos. “Estamos na fase final, na qual passamos da recolha de amostras de humanos para a recolha das amostras do meio ambiente”, informou Caetano Gomes.

A recolha de amostras teve início na província de Luanda e prosseguiu na província da Huíla. Até hoje foram feitas 94 análises.

O representante da Organização Mundial da Saúde em Angola disse que a África não tem casos de poliomielite há cerca de um ano. A doença, também conhecida por paralisia infantil, é registada actualmente apenas no Afeganistão e Paquistão. (ja.ao)

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