Enviar dinheiro está mais caro

(Foto: D.R.)
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O envio de valores de particulares para o exterior continua a ser um ‘quebra-cabeças’ devido à falta de divisas.

Mandar dinheiro para fora do país em moeda estrangeira está cada vez mais caro e o mercado informal continua a ser o espaço onde é mais fácil encontrar divisas, sobretudo dólares norte-americanos.

Quem recorre ao mercado formal, designadamente às agências mais utilizadas para o envio de remessas, como a Western Union ou a Real Transfer, apercebe-se rapidamente de que estas casas continuam com limitações na disponibilidade e no número de operações diárias.

Um dólar norte-americano no informal, por estes dias, custa entre 180 a 200 kwanzas, enquanto a taxa de câmbio oficial do Banco Nacional de Angola (BNA) ronda os 126 kwanzas por dólar, apurou o SOL numa ronda por vários locais de Luanda.

Informal chega a ser o principal meio

Segundo a empresária Aline Pinto, que tem uma filha a estudar há dois anos em Houston, nos Estados Unidos, continua muito difícil obter divisas para enviar para o exterior. «Há muitas limitações, mas estamos esperançados em que a situação se regularize. Mas se continuar assim, não há outra opção senão ir ao informal. Os bancos continuam sem grande disponibilidade em moeda estrangeira».

Aline Pinto descreveu as dificuldades que sente nos canais oficiais:«Vamos aos balcões e a resposta é sempre negativa. Na maioria das vezes os pedidos não são atendidos. Por isso a alternativa passa pelo mercado informal, apesar de chegar a custar o dobro do formal, cerca de 20 mil kwanzas cada nota de 100 dólares».

Quanto às kinguilas, «Feliz ou infelizmente, têm sempre divisas. Uma vez adquiridos os dólares, fica mas fácil pedir ao banco que efectue a transferência», concluiu a empresária.

Pedro de Castro, com os filhos a estudar no Brasil, queixa-se também «do grande desafio» que é enviar divisas para o exterior e corrobora a alternativa do mercado informal. «Contar com os canais tradicionais é uma incerteza. Através dos bancos consegue-se uma transferência de vez em quando. Já junto das kinguilas, apesar de o preço do dinheiro ser mais caro, há sempre disponibilidade», assegurou.

Um funcionário da Real Transfer, que pediu para não ser identificado, avançou ao SOL que a empresa, neste momento só aceita transferir até um máximo de 200 mil kwanzas por mês, uma média de 50 mil por semana. E para isso o cliente deve enviar um email e a empresa marca o dia e a hora para a execução da transferência. (sol.ao)

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