Em 10 anos, desmatamento na Amazônia teve queda de 82%

(Luciana Macêdo)
(Luciana Macêdo)
(Luciana Macêdo)

O Desmatamento na Amazônia caiu 82% nos últimos dez anos. Este foi um dos dados finais obtidos pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), pesquisa feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, órgão ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia (Inpe/MCTI).

De acordo com o estudo, de 2004 a 2014, a taxa anual de desmatamento da Amazônia Legal, que abrange os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, caiu de 27.772 km² para 5.012 km².

O levantamento foi feito com base em mais de 200 imagens de satélite, e mostrou ainda que de agosto de 2013 a julho de 2014, houve queda de 15% no desmatamento da região em relação ao período anterior, o equivalente a 5.891 km². É o segundo menor índice da série histórica iniciada em 1988.

De acordo com a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os resultados positivos se devem às políticas públicas de combate ao desmatamento que vêm sendo feitas pelo governo, e a expectativa é a de continuidade da redução da taxa, aumentado a parceria com os estados.

“Tem um esforço muito grande de combate à ilegalidade, tem um esforço de grandes políticas públicas como o próprio Terra Legal, de regularização e destinação de terras. Tem o esforço também de regularização dos assentamentos rurais, e acho que tem também uma maior conscientização. Agora nós temos que evoluir para que os estados estejam envolvidos”, afirmou Izabella.

O Ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, celebrou os números dizendo que os dados mostram o êxito da política ambiental contra o desmatamento que vem sendo aplicada no Brasil e contou a conversa que teve durante recente visita ao Museu Espacial da Rússia, com um cosmonauta que, segundo ele, teria dito que, no Brasil, ainda era possível se observar, do espaço, muita mata e muito rio, confirmando a existência ainda de grande área de preservação na região amazônica.

“Eu perguntei a um dos cosmonautas, que permaneceu durante muito tempo naquela estação espacial (ISS) como é que ele de lá via o mundo. Eu disse: como é que você vê o seu país, a Rússia? Ele disse que tem uma área muito grande e escura que é desabitada. Como é que você vê a Europa? Ele disse que com muitos pontos de luz, corresponde ao grande número de cidades da Europa. E como você vê os Estados Unidos? Ele disse que com muitas linhas de luz, que correspondem ao grande número de rodovias dos EUA. E como você vê o Brasil? Ele disse: com muita mata e muito rio. É o que nós vemos lá do espaço na região da Amazônia”, lembrou o ministro.

Segundo Aldo Rebelo, o estado do Amazonas, com 1,6 milhão m², tem um território três vezes maior do que a França, por exemplo, e, segundo especialistas, ainda possui entre 98% e 99% de vegetação nativa, o que reflete o quanto foi preservado da floresta brasileira.

“Toda a área ocupada da Amazônia para agricultura, pecuária, cidades, infraestrutura, estradas, hidrelétricas, para tudo isso, varia entre 1% e 2 % do total da área do estado do Amazonas. Então, de fato, é ainda, como mostra o mapa, uma área de grande preservação”.

De acordo com o Prodes, os estados que mais reduziram as taxas de desmatamento na Amazônia de agosto de 2013 a julho de 2014, em relação ao ano anterior, foram Maranhão, com 36%, Tocantins, com 32%, e Rondônia, com 27%. Por outro lado, foram verificados aumentos no desmatamento no Acre (40%), no Amapá (35%) e em Roraima (29%).  (sputniknews.com)

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