Docentes e directores agradecem calendário mas lamentam desemprego

(jornaldenegocios.pt)
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A exclusão de contratados a prazo ou o aumento dos chamados “horários zero” são criticados pelos docentes, que no entanto se juntam aos directores no aplauso à antecipação da publicação dos resultados do concurso.

Sindicatos e associações de professores lamentaram na sexta-feira o elevado número de contratados que não conseguiram lugar nesta primeira vaga, a contratação a prazo de professores com “cinco, dez, quinze e mais anos” de trabalho e o aumento em 30% dos “horários zero”, mas juntaram-se aos directores escolares no aplauso à antecipação do calendário dos concursos, que identificam como o mais célere da legislatura.

A Fenprof destacou o aumento de “30,2%” do número de docentes do quadro com horário zero, ao mesmo tempo que calculou em 90% o dos candidatos a um contrato que não foram colocados, “ou porque foram excluídos (casos de quem não fez a PACC ou nem sequer manifestou preferências após constatar o seu lugar na lista provisória, entre outros), ou porque não obtiveram colocação”. Em comunicado, a estrutura afecta à CGTP sublinhou ainda que é necessário perceber as características dos 2.132 horários por preencher.

A Associação Nacional de Professores Contratados vai apresentar uma nova queixa à Comissão e ao Parlamento Europeu por considerar que as directivas relativas à precariedade não estão a ser respeitadas. No ano passado, o Governo colocou no quadro os professores contratados com cinco anos sucessivos e completos de contrato, o que deixou de fora quem teve interrupções. Depois de uma análise das listas “é visível que continuam a ser sucessivamente contratados docentes com muitos e muitos anos de serviço”, ou seja, com “cinco, dez ou quinze e mais anos”, refere a entidade, em comunicado.

Para os directores de escola, que estão sobretudo preocupados com o planeamento atempado do início do ano escolar, a antecipação nas datas de publicação do concurso  é um passo de gigante” em relação ao que foi feito no ano passado”, considera Adelino Calado,  presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).”Permite mais tempo para preparar o ano lectivo”, justifica, em declarações ao Negócios.

“É positivo as listas terem saído antes de Setembro”, o que acontece pela primeira vez nesta legislatura, considera também César Paulo, da Associação Nacional de Professores Contratados. “Foi necessário o ano lectivo iniciar-se a um mês de eleições legislativas para o MEC recuperar uma prática que havia abandonado”, referiu por seu lado a Fenprof. (jornaldenegocios.pt)

por Catarina Almeida Pereira

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