“Desconfiança” criada na Europa exige “revisão da constituição”

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Crise na Europa prova necessidade rever a constituição europeia.

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Na crónica que assina todas as terças-feiras no jornal Público, Paulo Rangel defende que o problema da crise na Europa foi as pessoas acharem que “a resposta europeia à chamada crise […] era um desígnio malévolo e maquiavélico de aumentar o sofrimento dos povos sob ajustamento”.

Este pressuposto, defende, criou “uma enorme desconfiança entre os Estados e os governos europeus”, o que põe em causa o “processo negocial” e colocou a Constituição Europeia “em xeque”.

Assim, foi necessário que se criassem “condições para restaurar a confiança mútua, a credibilidade recíproca”. Algo que implicou que se acorresse “a vários focos de incêndio, marcados por eventos políticos internos ou por decisões ou omissões europeias ou do FMI, que pareciam pôr em risco esse lento germinar de confiança”.

Com os países em crise a mostrar sinais positivos, Paulo Rangel defende que este “novo ambiente só fora possível pela criação de novos instrumentos de governação da zona euro”, não devendo entender-se que todos os sucessos são resultado do trabalho do BCE, mas que é necessário rever a Constituição Europeia através da “divergência e debate”. (noticiasaominuto.com)

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