Cuanza Sul: Mais de 200 famílias serão reassentadas no Quienha

CUANZA-SUL:ADMINISTRADORA MUNICIPAL DO MUSSENDE JOAQUINA GABRIEL (Foto: Inácio Sabino)

Sumbe – Duzentas e sessenta e uma famílias que viviam na zona de implementação do projecto Laúca, no município do Mussende, província do Cuanza Sul, serão realojadas na comuna do Quienha.

CUANZA-SUL:ADMINISTRADORA MUNICIPAL DO MUSSENDE JOAQUINA GABRIEL (Foto: Inácio Sabino)
CUANZA-SUL:ADMINISTRADORA MUNICIPAL DO MUSSENDE JOAQUINA GABRIEL (Foto: Inácio Sabino)

Para sua implementação, a administração municipal do Mussende disponibilizou uma reserva fundiária da comuna do Quienha, numa extensão de 453 hectares que dista a 12 quilómetros da sede comunal, cuja área já foi alvo do processo de desminagem, onde vão ser reassentadas as populações das aldeias de Quissaquina, Bango-Wanga, Ginguri, Ulumbo, Quinguenda e Dala-Quiosa, que haviam sido implantadas nas margens do rio Kwanza.

As autoridades administrativas do Mussende já criaram, para o efeito, os comités executivo e de gestão que integram todas as forças da região que garante a aceitação e credibilidade aos munícipes.

Em declarações à imprensa, o gestor ambiental do Gamek, Rafael Neto, considerou que o levantamento da área afectada obedeceu aos critérios sociais, económicos e culturais, para que o processo de reassentamento responda aos anseios das populações afectadas e, louvou a colaboração prestada pelas autoridades administrativas, tradicionais e populações.

“Temos de reconhecer que o levantamento da área teve êxito porque houve colaboração dos habitantes e das autoridades e, estamos certos de que tudo vai correr bem”, reconheceu.

Garantiu que , no âmbito da responsabilidade do Gamek, vão ser construídas casas do tipo T-3 para realojar as 261 famílias que vão ser retiradas da área de implementação do projecto Laúca, além de outras infraestruturas, como escolas e centros de saúde.

Rafael Neto adiantou, que o programa de reassentamento termina em finais de 2016, garatindo que as populações terão condições de habitabilidade condigna.

Outro desafio apontado pelo gestor ambiental do Gamek tem a ver com a retirada ordenada de animais domésticos dos habitantes, bem como de outras espécies que constituem a fauna na região de Quienha.

Rafael Neto reconheceu que a situação da retirada do poder tradicional “Malombes”, para a nova área já teve aval dos sobas da região e garantiu que o processo vai ser credível, pelo facto de estar salvaguardado o factor cultural.

“Em todos os processos de reassentamento a questão mais delicada é o aspecto cultural, mas neste caso, tudo está garantido tendo em conta o aval dos sobas da
região”, frisou.

A administradora municipal do Mussende, Joaquina Gabriel, manifestou a vontade da sua administração em apoiar com meios a seu alcance para que o projecto siga o seu curso normal.

“Estamos perante um projecto ambicioso que se enquadra nos esforços do Executivo em ver melhoradas as condições de habitabilidade das populações, por isso, vamos apoiar com tudo que estiver em nosso alcance”, garantiu a administradora municipal do Mussende.

Solicitou ás entidades que conduzem o programa de reassentamento, no sentido de priorizarem o factor cultural, que assenta na retirada dos “Malombes”, sendo o símbolo do poder tradicional, para a nova área de reassentamento.

Joaquina Gabriel pediu, por outro lado, que o programa responda todas as aspirações e modo de vida das populações, realçando que as mesmas viviam em seis bairros com seus respectivos sobas. “Solicitamos que o novo bairro social esteja divido por quarteirões, para que cada corresponda a uma aldeia para não alterar o poder tradicional dos anteriores bairros”, disse.

O projecto de construção da Barragem de Laúca, iniciado em Julho de 2012, está a ser implementado no curso médio do rio Kwanza, na comuna de São Pedro da Quilemba, município de Cambambe, nos limites territoriais das províncias do Cuanza Norte, Malanje e Cuanza Sul.

Com término previsto para 2017, a barragem hidroeléctrica de Laúca vai contar com duas centrais de produção de energia eléctrica, sendo a primeira constituída por seis unidades geradoras, que vão produzir um total de dois mil e quatro megawatts (mw), correspondente a 334 mw/cada. (portalangop.co.ao)

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