Crédito quase parado no BPC

Paixão Júnior, PCA BPC (Foto: D.R.)
Paixão Júnior, PCA BPC (Foto: D.R.)
Paixão Júnior, PCA BPC
(Foto: D.R.)

As operações de financiamento no Banco de Poupança e Crédito (BPC) estão quase paradas devido à situação económica do país.

O presidente do Banco de Poupança e Crédito, Paixão Júnior, confirmou as dificuldades que a instituição tem sentido nos últimos meses na concessão de crédito, mas disse acreditar que a situação fique regularizada nos próximos 60 dias. O BPC é o maior banco comercial do Estado e aquele que junta o número mais elevado de clientes a nível nacional.

«Estamos semi-parados quanto ao crédito, porque definimos um plafond inicial que ficou prejudicado pela não realização de algumas operações importantes que tínhamos previsto para este ano. Não sendo efectuadas, os números inicialmente estabelecidos não fazem qualquer sentido», assumiu o PCA do banco, Paixão Júnior, em declarações aos jornalistas à margem da 32.ª edição da Feira Internacional de Luanda, FILDA. Para o responsável, o actual quadro económico do país afectou as actividades do banco.

Desde o início de 2015 foram feitas algumas operações de crédito mas,«comparativamente àquilo que estava previsto, são quase insignificantes, não têm expressão».

Dois meses para resolver

«A nossa ideia é esperar por mais um ou dois meses. Se retomarmos os nossos serviços, faremos uma revisão do orçamento e aí estaremos em condições de redefinir o valor da carteira de créditos até ao final do ano», explicou Paixão Júnior.

O mercado cambial, uma das áreas mais afectadas pela queda do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais, o que tem estado a limitar a captação de divisas pela economia angola, representou até ao ano passado cerca de 30% das operações do banco, estando nesta altura em baixa devido à escassez de dólares americanos.

O BPC, distinguindo na FILDA com o galardão de ‘Melhor Participação da Banca’, é uma instituição pública e tem actualmente cerca de 2,3 milhões de clientes.

Para acompanhar a evolução tecnológica que a banca tem vindo a registar em Angola e diminuir as enchentes nos balcões e oferecer um serviço com «cada vez maior qualidade», o BPC aproveitou a 32.ª edição da FILDA para lançar no mercado os serviços ‘Dar Electrónico’ e o internet banking.

De acordo com o responsável, apesar de os novos produtos já terem sido lançados, isso não significa que estejam finalizados. Assim, em termos de investimento, ainda não é possível saber o total do montante aplicado nesses projectos.

Para Paixão Júnior, o mais importante não são os custos, mas sim a plena consciência de que estes produtos vão ajudar o banco a cumprir a sua função e procurar servir melhor os clientes, reforçando a qualidade.

Questionado sobre a qualidade do serviço e se os novos produtos se destinam a acompanhar a concorrência, o responsável do BPC desvalorizou esse aspecto. «O mais importante é estarmos no mercado. Há espaço, há muito negócio para fazer. Estamos preocupados connosco e os outros bancos que se preocupem com eles, porque o mais importante é que cada um faça a sua parte. Estamos a tentar fazer a nossa», assegurou.

Estas duas plataformas, de acordo com a instituição, vão permitir aos clientes do banco realizar operações sem precisarem de se deslocar a uma agência, conforme explicou Paixão Júnior. Numa primeira fase, estes serviços serão gratuitos, adiantou ainda o responsável. (sol.ao)

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