CPJ condena Presidente sul-sudanês por ameaçar matar jornalistas

O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir(Foto: Adriane Ohanesian/Reuters/VEJA)
O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir(Foto: Adriane Ohanesian/Reuters/VEJA)
O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir(Foto: Adriane Ohanesian/Reuters/VEJA)

O Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condenou as declarações feitas pelo Presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, em que ele ameaçou matar os jornalistas por reportagens “contra o país”.

Num comunicado transmitido esta semana à PANA, o CPJ declarou que o Presidente Kiir lançou a ameaça domingo último no aeroporto da capital, Juba, antes de partir para Addis Abeba, na Etiópia, para participar em negociações de paz com o antigo Vice-Presidente, Riek Machar.

O Presidente Kiir e Machar estavam sob pressão para assinar um acordo de paz negociado pela Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD), um bloco de oito países da África Oriental, ou ser objeto de sanções internacionais.

Dezenas de milhares de pessoas teriam morrido e quase dois milhões abandonaram as suas casas desde que a guerra civil eclodiu, em dezembro de 2013, entre as forças leais a Kii e as que apoiam Machar.

Segundo o comunicado, na sequência de queixas sobre o dossiê da liberdade de imprensa do seu Governo, Kiir declarou aos jornalistas no aeroporto que « se alguém  entre os jornalistas não sabe que este país matou pessoas, vamos demonstrá-lo, um dia. A liberdade de imprensa não significa que vocês trabalhem contra o país ».

« O líder de qualquer país que ameaça matar jornalista é extremamente perigoso e isso é totalmente inaceitável », observou o representante do CPJ na África Oriental, Tom Rhodes. (panapress.com)

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