Costa protege Sampaio da Nóvoa

Sampaio da Nóvoa e António Costa (Foto: António Cotrim/Lusa)

António Costa recusa para Sampaio da Nóvoa o epíteto de “esquerdista”, reclama-o como próximo de todo o PS e não só da direção, e acha “incompreensível” que se diga que um candidato tem de vir de um partido.

Sampaio da Nóvoa e António Costa (Foto:  António Cotrim/Lusa)
Sampaio da Nóvoa e António Costa (Foto: António Cotrim/Lusa)

Entrevistado pela Visão, que publicará amanhã a entrevista mas hoje já disponibilizou excertos online, o líder do PS reafirma que Sampaio da Nóvoa é uma pessoa pela qual tem “muita estima”.

Depois protege-o de qualificativos que têm sido usados para qualificar a sua candidatura: “Não o revejo na caricatura esquerdista com que tem sido apresentado.”

E mais: acha “incomprensível que numa eleição por natureza proposta por cidadãos e que apela aos princípios da cidadania se defenda que só têm direito a candidatar-se os nascidos e criados nas estruturas partidárias”.

Para o líder do PS “já há um candidato assumido e próximo da família socialista” e esse candidato é Sampaio da Nóvoa (e não Henrique Neto, como lhe perguntam na entrevista). Alias, segundo sublinha, a associação de Nóvoa ao PS não é algo que tenha sido exclusivamente promovido pela sua direção: ” A sua participação em iniciativas do PS não se limita ao discurso proferido no último congresso. Já participara em iniciativas de António José Seguro e de José Sócrates.”

Face à possibilidade de Maria de Belém, ex-presidente do PS, avançar, Costa recorda que o PS se “orgulha muito da sua pluralidade”. O partido, afirma, “tem tido, em matéria de presidenciais, uma história de liberdade: já apoiou um candidato contra a vontade do líder, que se autossuspendeu durante a campanha [apoio a Ramalho Eanes, em 1981, com o desacordo de Mário Soares], já teve dois candidatos ambos militantes [Mário Soares e Manuel Alegre em 2006], etc”.

Costa pretende também com a entrevista por um ponto final na controvérsia dos cartazes, que levaram à substituição do diretor de campanha do PS (saiu Ascenso Simões, entrou Duarte Cordeiro: “Tratou-se de uma sucessão de equívocos, um caso lamentável e, por isso, pedimos desculpa.” (dn.pt)

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