Costa mostra obra em Lisboa. E quer mil milhões para reabilitar

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Secretário-geral do PS comprometeu-se com um programa de reabilitação urbana de mil milhões de euros. E deixou acusação de “abuso de funções do Estado para campanha”.

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Cinco horas, mais coisa menos coisa, entre o Largo do Carmo e o Largo da Severa, foi quanto António Costa precisou para percorrer demoradamente a sua Lisboa, a cidade em que deixou obra, “diminuiu impostos” e “reduziu a dívida”.

É este o cartão-de-visita do antigo autarca, agora secretário-geral do PS, que quer agora dirigir uma “câmara maior” (como afirmou uma sua apoiante) que é o país. Com uma promessa deixada ali, entre trinadas e sardinhadas: mil milhões de euros para a reabilitação urbana. A campanha está na rua.

Não foi inocente o percurso feito ontem – dos Terraços do Carmo, abaixo das Ruínas, passando pelo Museu do Aljube, junto à Sé, e pelo Jardim do Cerco da Graça, subindo e descendo elevadores e ruas e becos, obras já inauguradas por Fernando Medina, como presidente da Câmara de Lisboa, mas que começaram todas sob os mandatos de António Costa.

Foi a pedra-de-toque para sublinhar a “marca distintiva” entre a coligação de direita que governa o país e os socialistas que gerem Lisboa, embora reconhecendo que o PS deixou uma herança pesada ao atual executivo PSD-CDS. “Eles herdaram uma grande dívida, mas aumentaram-na em 18%, nós herdámos uma grande dívida e diminuímo-la em 40%”, atirou, já no palco instalado na Rua da Guia, ao Largo da Severa, em plena Mouraria.

Ali, onde ainda há andaimes e tapumes em prédios devolutos, o secretário-geral do PS tirou da cartola um compromisso já várias vezes assumido por si – o da reabilitação urbana. Mas agora com um valor concreto: “Nós assumimos um objetivo, que é um compromisso concreto e um objetivo quantificado, que não é de lançar um programa de 50 milhões [como fez o governo], mas é um programa de mil milhões de euros para pôr a reabilitação urbana a andar e a funcionar neste país, porque é assim que relançamos a economia e podemos criar emprego”, defendeu António Costa. (dn.pt)

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