Começa hoje época balnear e de chuva

Ponta sul da ilha de Luanda (D:R)

O período de Cacimbo chega hoje ao fim para dar lugar à estação das chuvas, que vai até ao dia 15 de Maio, durante a qual o gosto pelos banhos de praia renascem em muitas famílias.

Ponta sul da ilha de Luanda (D:R)
Ponta sul da ilha de Luanda (D:R)

O Cacimbo foi caracterizado por madrugadas e manhãs frias, em quase todo o território nacional, e por alguns episódios isolados de chuva fraca, ocorridos particularmente nas províncias de Luanda, Benguela, Cuanza Sul, Bengo, Zaire, Uíge e Cabinda.

A informação foi prestada ontem ao Jornal de Angola pelo director do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET), Domingos do Nascimento, que anunciou, para Setembro, o lançamento da previsão sazonal.

O gestor do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica, instituição tutelada pelo Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, informou que, de 27 de Agosto a 4 de Setembro, vai ser realizado, na cidade de Kinshasa, o Fórum Climático Regional da África Austral (SARCOF), onde é analisada e prognosticada, por cientistas climáticos da SADC, a precipitação regional para o período de Outubro a Dezembro deste ano e de Janeiro a Março de 2016.

A previsão sazonal é actualizada por cada país da SADC de três em três meses, salientou o director do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica, que admitiu a possibilidade de caírem no país “muitas chuvas” em virtude de, no período de Cacimbo, a temperatura ter sido muito baixa.

A procura de roupa quente já regista uma redução acentuada devido ao fim do Cacimbo, uma vez que a população se prepara para a época das chuvas.

A preferência agora recai sobre peças próprias para a época quente, como camisas de manga curta, saias curtas e calções, feitos sobretudo à base de algodão.

Inês Doroteia, de 55 anos e dona de uma boutique na Baixa de Luanda, disse que o negócio de vestuário para o tempo de frio baixou consideravelmente desde Julho. “Este ano fez mais frio em relação ao ano passado e tivemos mais clientes”, disse, lembrando que, no Cacimbo, Luanda teve nevoeiro constante, um fenómeno que não se registava há anos.

Como tem sido habitual, muitos cidadãos anseiam por voltar às praias. É o caso de Doroteia Neto, que prefere passar uma tarde de sábado ou domingo na praia, na Ilha de Luanda,  com o esposo e os quatro filhos.

“Gosto do tempo de frio, mas prefiro o Verão porque chove e faz calor”, salientou Doroteia Neto, para quem as novas condições meteorológicas que começam a partir de hoje atraem milhares de famílias em Angola para as zonas balneárias.

Praias Seguras

Anualmente, logo no início do período das chuvas, o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros alerta os banhistas para a necessidade de cumprirem as regras de segurança, que passam pela não utilização de áreas proibidas ao banho em várias praias marítimas e fluviais do país.

Apesar dos alertas constantes, a negligência ainda reina entre muitos banhistas, a julgar pelo número expressivo de casos de afogamentos que chegam às unidades dos Bombeiros de Apoio a Náufragos existentes sobretudo nas províncias do litoral do país.

Há cerca de seis anos, o Ministério do Interior, através do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, desenvolve o projecto “Praias Seguras”, por via da qual são colocados em áreas balneárias equipamentos e nadadores salvadores. (ja.ao)

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