Cientistas descobrem o porquê de o ser humano beijar e outros animais não

(YAHOO)
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Estudo feito pelas universidades de Nevada e Indiana, ambas nos Estados Unidos, mostra que menos da metade das culturas do mundo adopta o beijo. E, mais ainda, ele é algo extremamente raro entre animais. Isso levou-os a irem atrás da origem do beijo.

Ao todo, foram analisadas 168 sociedades em todo o mundo. Dessas, apenas 46% delas utilizam o beijo como forma de  demonstração de amor. Para ter resultados mais expressivos, a pesquisa tirou do campo de estudo a troca de beijos entre familiares, concentrando-se somente no beijo na boca entre casais.

A parte considerar o beijo como forma de demonstração de carinho, muitas culturas o consideram repugnante e até nojento. Por essa razão, os pesquisadores apontam que existem grandes chances de que o beijo na boca possa ter sido uma invenção recente.

Para aumentar o grau da pesquisa e comprovar essa tese, especialistas estudaram a fundo indícios de como o beijo mudou ao longo do tempo. Há 3,5 mil anos, de acordo com textos em sânscrito védico hindu, o beijo é descrito como ‘aspiração da alma um do outro’.  No Egipto o sentido negativo também é encontrado, o que indica repulsa ao beijo em culturas antigas.

Por isso, os especialistas apelaram a animais para ver como funcionam as suas demonstrações de amor e compará-las com as dos homens. Nisso, notou-se que o olfacto rudimentar do ser humano possa ter sido decisivo para a criação do beijo, já que apesar do odor não ser o único sinal utilizado para se avaliar um parceiro, ele tem um papel fundamental.

Para Rafael Wlodarski, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, ‘é difícil saber quando exactamente o beijo surgiu, mas o objectivo dele é o mesmo do farejar entre os animais’. Por conta dessa ligação, pode ter sido reprimido por anos até ser reinventado no Ocidente, onde passou a ser normal e evoluiu até chegar ao que conhecemos hoje. (yahoo.com)

 

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