Cemitério do Benfica vai receber cadáveres de reclusos abandonados pelas famílias

ANTÓNIO JOAQUIM FORTUNATO - DIRETOR NACIONAL DOS SERVIÇOS PRISIONAIS (Foto: Lino Guimarães)

Os reclusos que vierem a falecer nas penitenciárias de Luanda e cuja localização dos familiares seja impossível ou sejam abandonados por esses, serão doravante sepultados no novo cemitério do Benfica, em Luanda, revelou o director nacional dos serviços prisionais, comissário António Fortunato.

ANTÓNIO JOAQUIM FORTUNATO - DIRETOR NACIONAL DOS SERVIÇOS PRISIONAIS (Foto: Lino Guimarães)
ANTÓNIO JOAQUIM FORTUNATO – DIRETOR NACIONAL DOS SERVIÇOS PRISIONAIS (Foto: Lino Guimarães)

Segundo o oficial superior dos serviços prisionais, que falava em conferência de imprensa quarta-feira, em Luanda, para o efeito, as autoridades da província cederam uma parcela de terreno no referido cemitério.

“ Temos tido muitas dificuldades para localizar os familiares, os cadáveres, como é natural, têm que estar numa instituição vocacionada para cuidá-los, afecta ao ministério da Saúde, e depois de ficarem lá por muito tempo, segundo as normas dessas instituições, são tidos como indigentes e isso faz com que muitos desses reclusos, esgotada a acção dos serviços penitenciários, de localização dos seus familiares, nalguns casos sejam enterrados como tal”, explicou.

Agindo desta maneira, sustentou, ficava difícil a localização das sepulturas quando alguns familiares reapareciam.

Deste modo, disse, foram feitas diligências no sentido de se achar um local próprio para sepultamento, sempre depois de se tirarem fotografias e efectuarem os devidos registos, para se estar em condições de  indicar depois aos familiares a localização dos túmulos dos seus ente queridos.

Destacou que essas são medidas que estão a ser desenvolvidas no sentido de melhorar a prestação e cada vez mais poderem prosseguir o objecto social que estiveram na base da criação dos serviços penitenciários.

A população penal em Angola é actualmente de 24 mil 874 reclusos, sendo a província de Luanda a que alberga um maior número, com mais de oito mil.

Doenças como a malária, tuberculose, doenças sexualmente transmissíveis, dentre outras, estão entre as principais causas de morte nos estabelecimentos penitenciários do país. (portalangop.co.ao)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA