Capital social da Novacâmbios cresceu 300% em 12 anos

(expansao.co.ao)
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A empresa começou a actividade no País, em 2002, com um capital de 250 mil USD, que ascendeu, em 2014, a 1 milhão USD, segundo o administrador, Hamilton Macedo.

O capital social da Novacâmbios, detentora da maior rede de balcões no País, cresceu 300% em 12 anos de actividade, de 250 mil USD (31,4 milhões Kz) em 2002 para pouco mais de 1 milhão USD (125,9 milhões Kz) em 2014, avançou o seu administrador, Hamilton Macedo.

Falando a jornalistas, o gestor considerou “positivos” os resultados da empresa em 12 anos de actividade em Angola. “O balanço é positivo. Começámos com uma agência pequena e quatro funcionários. Temos hoje 44 espalhadas pelo País e mais de 250 funcionários”, enfatizou. Hamilton Macedo referiu que, para além da Novacâmbios ter gerado mais-valias quer para os accionistas, quer para os funcionários, promoveu também a concorrência no mercado, que conta actualmente com mais de 70 empresas.

Questionado pelo Expansão sobre a média de facturação anual da empresa, o responsável respondeu que tem sido “relativa”. “A média é muito relativa. Em 2010 tínhamos uma facturação, em 2011 tivemos outra, em 2013 baixou e, em 2014, com a crise, baixou ainda mais”, lamentou.

Acrescentou que a facturação da Novacâmbios está actualmente reduzida a menos de um terço daquilo que estava habituada a realizar e que os balcões atendem hoje apenas 10% dos clientes que possuíam até antes da crise. Entretanto, para a solidificação da companhia no mercado, o administrador adiantou que a estratégia tem sido investir, de forma planificada, tudo aquilo que é ganho, porque, como sublinhou, “só assim se pode fazer uma grande empresa”.

Sobre a perspectiva de desenvolverem projectos fora da área de negócios da empresa, Hamilton Macedo afirmou que tal já fez parte dos planos, mas as variações que o sector sofreu nos últimos cinco anos impediram a sua materialização.

“No fundo, o nosso sector já vive uma crise desde há algum tempo e, como o sector está em expansão, todos os dias é necessário criarmos uma nova estratégia”, apontou. Porém, assumiu que a administração da Novacâmbios pretende diversificar os projectos – dentro da área de negócios da empresa – permitidos por lei no segmento financeiro, como a aposta futura na figura do correspondente bancário, entre outros. Para se conseguir sobreviver com estes apertos, sustentou, “é necessário que se alargue o leque de serviços”.

Presente em Angola, Portugal, França, Namíbia, Moçambique e Suécia, a empresa perspectiva prosseguir com o seu plano de expansão a nível internacional, mas o gestor não avançou em que países pretende instalar a Novacâmbios proximamente.

Por outro lado, considerou “má e generalizada” a concorrência do mercado informal, ao mesmo tempo que disse reconhecer os esforços que as autoridades têm feito para a combater.

“No fundo, são famílias que sobrevivem daqueles rendimentos. Tem de se estudar uma medida macro para estas pessoas, mal ou bem, serem parte do sistema. Combater o sistema informal não é fácil, quando ele tem a dimensão que o nosso mercado apresenta”, concluiu. (expansao.co.ao)

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