Cabo Verde: Morreu escritor e antigo ministro cabo-verdiano Arnaldo França

BANDEIRA DE CABO VERDE (Foto: Angop)

Cidade da Praia – O escritor e antigo ministro cabo-verdiano, Arnaldo França, morreu terça-feira na Cidade da Praia, vítima de doença prolongada, aos 89 anos, noticia a imprensa cabo-verdiana.

BANDEIRA DE CABO VERDE (Foto: Angop)
BANDEIRA DE CABO VERDE (Foto: Angop)

Arnaldo Carlos de Vasconcelos França, alfandegário de carreira, poeta, escritor, ensaísta e investigador, era considerado como um dos que deram um grande contributo para resgatar e valorizar escritores mais antigos com o seu trabalho de investigação.

Destaca-se a organização de colectâneas antológicas, como o “Escravo” de Evaristo de Almeida ou os escritos de Guilherme Dantas, bem como a participação e revistas nacionais e estrangeiras.

Arnaldo França escreveu vários ensaios literários dos quais se destacam os dedicados às obras de António Aurélio Gonçalves, Guilherme Dantas e Jorge Barbosa.

Mas também escreveu sobre Januário Leite, Luís Loff de Vasconcelos, Arménio Vieira, Teixeira de Sousa e Germano Almeida, entre outros.

Como poeta também participou ainda, enquanto estudante do Liceu Gil Eanes, na revista Certeza, e mais tarde, graduou-se em Ciências e Políticas pela Universidade Técnica de Lisboa.

Da sua obra fazem parte ainda várias colaborações com nomes como Félix Monteiro, António Carreira e Jaime Figueiredo.

Como amante do crioulo cabo-verdiano, traduziu textos de autores portugueses para a língua cabo-verdiana como Fernando Pessoa, Luís de Camões e Sophia de Mello Breyner Andersen.

No seu currículo consta apenas uma obra publicada, “Notas sobre poesia e ficção cabo-verdianas (1962)”.

Arnaldo França, nascido na Cidade da Praia a 15 de Dezembro de 1925, foi ainda ministro das Finanças de Cabo Verde nos anos 80, tendo ainda ocupado vários outros cargos no país, como director-geral das Alfândegas e secretário de Estado das Finanças.

Em nota bibliográfica e de pesar, o Governo cabo-verdiano classifica Arnaldo França como um “exímio crítico, estadista, estudioso e historiador da literatura cabo-verdiana”.

“Deixa-nos um homem generoso, um cabo-verdiano que amou, com talento, espelhado na sua obra, a forma cabo-verdiana de sermos”, lê-se na nota do Governo, a que se junta de várias outras entidades, entre elas do Ministério das Finanças. (portalangop.co.ao)

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