Cabo verde: Guineenses marcham em solidariedade com o governo e contra PR

Bandeira de Cabo Verde (DR)

Cidades da Praia – Cerca de 300 guineenses marcharam sexta-feira pelas ruas da Cidade da Praia, em solidariedade com o Governo do seu país e contra a intenção do Presidente da República, José Mário Vaz, de derrubar o Executivo de Domingos Simões Pereira.

Bandeira de Cabo Verde (DR)
Bandeira de Cabo Verde (DR)

Durante a marcha, que arrancou no bairro da Várzea, os guineenses foram entoando palavras de ordem e empunhando cartazes com dizeres como “estamos contra a queda do governo”, “apoiamos incondicionalmente este governo” ou “quem deve cair é José Mário Vaz”.

Mas também outros como “sejamos promotores da paz” “o Presidente é promotor da paz”, “não há democracia sem paz”, “basta de intriga e de calúnia” ou “o governo deve cumprir o seu mandato até ao fim”.

Em declarações à agência Lusa, Pedro Barbosa Mendonça, da organização da marcha, disse que não há motivos neste momento para a queda do governo da Guiné-Bissau, uma vez que o primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, está a fazer um bom trabalho.

“Não é o momento e nem há razões para a demissão do Governo. O Presidente da República deveria ser um pai da Guiné-Bissau, para poder promover a estabilidade, que ao longo dos anos o povo não tem tido”, pediu Pedro Mendonça, dizendo que os guineenses em Cabo Verde sentem-se revoltados com a intenção do chefe de Estado.

Pedro Barbosa Mendonça recordou que quando tomou posse, José Mário Vaz convidou os guineenses a regressarem ao seu país, mas disse temer que a qualquer momento a situação tome outros contornos.

“Hoje em dia, se a situação está estabilizada na Guiné-Bissau é graças aos emigrantes que enviam as suas remessas às suas famílias”, frisou.

O imigrante disse que qualquer consequência para a população da Guiné-Bissau deverá ser imputada ao Presidente da República e afirmou que José Mário Vaz deverá responder perante os tribunais.

O responsável adiantou ainda que os cabo-verdianos têm dado muito apoio e têm o mesmo sentimento dos guineenses. (portalangop.co.ao)

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