Botswana: SADC deve criar fundo de 500 milhões de dólares para integração regional

Georges Chikoti, Ministro das Relações Exteriores (Foto: Antonio Escrivao)
Georges Chikoti, Ministro das Relações Exteriores (Foto: Antonio Escrivao)
Georges Chikoti, Ministro das Relações Exteriores (Foto: Antonio Escrivao)

Cerca de quinhentos milhões de dólares é montante avaliado para um fundo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para apoio a integração regional da região anunciou hoje, sábado, o ministro angolano das relações exteriores.

Segundo Georges Rebelo Chikoti, é necessário criar-se um fundo de cerca de 500 milhões de dólares, com contribuições de pelo menos 300 milhões provenientes de estados membros.

O titular da pasta das Relações Exteriores falava à imprensa a margem da reunião do Conselho de Ministros da SADC, preparatória da 35ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, marcada para segunda e terça-feira, na capital tswanesa.

Disse que desde a cimeira passada, em Harare (Zimbabwe), que a prioridade passou a ser o reforço da integração regional, através do desenvolvimento industrial e das infraestruturas da região.

Salientou que a revisão do plano estratégico da SADC vai priorizar alguns sectores, como o desenvolvimento industrial e das infraestruturas, incluindo, as de produção de energia.

Disse que foi igualmente apreciada a proposta da aderência a zona de trocas comercias comum entre a SADC, COMESA e Estados da África do Leste.

Georges Chikoti afirmou que foi ainda analisada a possibilidade de os estados membros aumentarem as suas contribuições tendo em conta as necessidades de investimentos, ao invés de se destinarem apenas a cobertura dos salários do pessoal do secretariado.

Adiantou que a redução da dependência dos parceiros internacionais continua a constituir também uma grande preocupação.

Apesar de não termos ainda conseguido consenso, a este nível, o o orçamento global da SADC está avaliado em 79 milhões de dólares, com uma grande participação dos parceiros estrangeiros.

Objectivo, salientou, é que a SADC funcione com o orçamento dos estados membros.

Referiu que a organização continua a prestar atenção as questões de paz e segurança na região, com destaque para a situação no Lesotho.

Outro assunto é um queixa sobre o Lesotho devido a um litígio com alguns parceiros internacionais, mas não foi encontrada uma solução por a parte queixosa ter recorrido ao tribunal internacional. (portalangop.co.ao)

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