Botswana: Angola entre os países que mais crescem

Secretária-executiva da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Stergomena Lawrence Tax (Foto: João Gomes)
Secretária-executiva da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Stergomena Lawrence Tax (Foto: João Gomes)
Secretária-executiva da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Stergomena Lawrence Tax (Foto: João Gomes)

A República de Angola foi nesta segunda-feira, em Gaberone, Botswana, mencionada como das economias que mais cresce no mundo, particularmente no continente africano.

A menção foi feita pela secretária-executiva da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Stergomena Lawrence Tax, na cerimónia de abertura da 35ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da organização regional, que termina na terça-feira.

Nos últimos 12 meses, a região alcançou um PIB de 3,4%, inflação de um dígito de 6% e algumas das economias da SADC estão entre as que mais crescem no mundo em desenvolvimento”, disse.

Apontou entre estes países primeiro Angola, seguindo-se o Botswana, RDC, Moçambique e Tanzânia.

Disse ser gratificante notar que a região da SADC continua a ter um ambiente político estável, importante para o desenvolvimento e a integração regional.

Informou que para finalizar a integração económica, a região definiu a estratégia de desenvolvimento de médio e longo prazo, com a aprovação, pela cimeira, do plano indicativo de desenvolvimento regional para o período 2015/2020.

Stergomena Lawrence Tax adiantou que a região vai ter uma estratégia de longo prazo, alinhada a agenda 2063 da União Africana, tendo em consideração a agenda de desenvolvimento pós 2015 das Nações Unidas.

Acredita que se a estratégia e o roteiro para a industrialização da SADC for implementada de forma efectiva, serão encontradas oportunidades para transformar as economias da região, de modo a garantir o crescimento e o desenvolvimento sustentados.

Na sua implementação, serão enfatizados factores como cadeias de valores regionais, de infraestruturas, de tecnologia, de inovação, entre outras, incorporando o sector privado.

A secretária executiva salientou que a estratégia também reconhece a importância da paz e segurança, como pré-requisitos para o desenvolvimento socioeconómico.

A decisão de se colocar a industrialização no centro das prioridades da agenda de integração regional foi o reconhecimento de que, apesar do grande progresso registado na redução das tarifas, o nível do comércio entre os países da região não aumentou, como era de esperar.

Stergomena Lawrence Tax disse que o objectivo é o de elevar o nível de produção dos países membros e de aumento das trocas comerciais entre si. (portalangop.co.ao)

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