Bolsa de Atenas reabrirá na segunda-feira após cinco semanas fechada

(AFP)
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Os analistas prevêem uma sessão muito dinâmica nesta segunda-feira na Bolsa de Atenas, que reabrirá após cinco semanas fechada.

A Bolsa foi fechada em 26 de Junho, véspera do anúncio do primeiro-ministro Alexis Tsipras sobre o referendo que questionaria as medidas de austeridade propostas pelos credores da dívida do país.

Com o referendo, Tsipras esperava sair do impasse nas negociações, mas a decisão gerou pânico na população, que se dirigiu aos caixas electrónicos a fim de sacar suas economias. Esse movimento agravou a lenta hemorragia de depósitos iniciada em Dezembro de 2014.

Sob o risco de quebra dos bancos gregos, o governo decretou um controle de capitais e ao mesmo tempo fechou as agências bancárias, que reabriram no dia 20 de Julho, e a Bolsa de Valores do país.

Nesta segunda-feira, as operações financeiras serão normalmente retomadas para os investidores estrangeiros, mas ainda terá limitações aos nacionais.

Esses últimos poderão financiar a compra de acções, com o dinheiro de suas contas bancárias na Grécia, permanecendo, assim, submetidos ao controle de capitais ainda em vigor. Entretanto, os gregos poderão recorrer a suas contas no exterior para realizar transacções em espécie.

As operações poderão ser realizadas sobre todo o conjunto de acções negociadas na Bolsa, inclusive os títulos bancários, apesar da vulnerabilidade provocada pelos saques de aproximadamente 40 biliões de euros por parte dos poupadores desde Dezembro do ano passado.

O índice ATHEX da praça ateniense fechou a 797,52 pontos, em 26 de Junho.

O ministro da Economia grego, Euclides Tsakalotos, teve na sexta-feira sua primeira grande reunião com os representantes dos credores para preparar o terceiro plano de ajuda ao país, com a participação do FMI que não se associará imediatamente a esse novo resgate.

Após chegar a um acordo com os dirigentes da zona do euro, no dia 13 de Julho em Bruxelas, a Grécia se beneficiará de um empréstimo de 83 biliões de euros em três anos. (swissinfo.ch)

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