Benguela: Museu Nacional de Arqueológica possui nove mil artefactos

acervo do museu nacional de arqueologia (arquivo) (ANGOP)
acervo do museu nacional de arqueologia (arquivo) (ANGOP)
acervo do museu nacional de arqueologia (arquivo) (ANGOP)

Nove mil artefactos entre líticos, cerâmica, ossos, macutas, entre outros, encontram-se expostos no Museu Nacional de Arqueologia, na província de Benguela.

Os nove mil artefactos são o resultado de trabalhos de pesquisa realizado nos complexos e estações arqueológicos antes e pôs independência de Angola, efectuados por geólogos e posteriormente por arqueólogos.

Falando à Angop sobre o papel dos museus na preservação, valorização e divulgação da história, da cultura e dos hábitos e costumes, o director da instituição, Paulo Valongo, informou que o processo de preparação e conservação das peças museológicas é realizado em laboratórios após a retirada das peças ou dos objectos do campo, sendo que depois da identificação aos artefactos é dado um tratamento no campo (registo do material e lavagem se possível), posteriormente é submetido ao laboratório para passar pelo processo de inventariação e classificação.

Paulo Valongo referiu que as peças são submetidas ao depósito para o seu armazenamento ou podem ser seleccionadas para fazer parte de uma nova exposição. “Os objectos inventariados e classificados são encaminhados ao depósito, após terem a sua ficha de registo ou seu cadastramento completo”, disse.

O responsável salientou que o museu tem interagido com o público através das suas colecções que são colocados nas exposições, particularmente académicos, entidades protocolares, estrangeiros e outros interessados em conhecer a realidade das actividades do museu.

Acrescentou que a instituição realiza periodicamente exposições itinerantes em escolas e outras instituições sociais da província, como forma de estar mais inserido na sociedade e, deste modo, permitir aos estudantes e não só uma maior inteiração com o acervo e todo o conjunto de actividades do museu.

O responsável frisou que o museu possui uma biblioteca, que é uma componente das actividades da instituição, em que os técnicos enriquecem os seus conhecimentos aliando a teoria a prática que, independente da utilização dos técnicos e funcionários, é também utilizada pelo público interessado, em particular os estudantes.

Pela especificidade do museu, acrescentou, a comparticipação da população no enriquecimento do acervo museológico é quase nula já que o Museu Nacional de Arqueologia é uma instituição específica como pesquisa, obedece requisitos peculiares, desde o seu contexto e outros pormenores fundamentais no acto da sua classificação.

“Não se pode olvidar, os passos importantes da escavação, a prospecção, sondagem, inventariação, classificação, preservação e protecção, todos estes aspectos passam por metodologias previamente preparadas”, avançou.

O Museu Nacional de Arqueologia de Benguela funciona num ex-armazém de escravos, conhecido também como Alfândega de Benguela e está directamente ligado a história e ao processo de desenvolvimento da cidade.

Foi erguido nos finais do século XVII e a sua construção terminou no início do século XVIII, servindo para concentrar escravos no período conhecido como a “Era do Tráfico de Escravos” para serem levados a várias partes do mundo através do litoral benguelense, principalmente para os continentes Americano e Europeu.

O Museu nacional de Arqueologia é um estabelecimento público, sem fins lucrativos, de carácter científico, técnico, cultural e educativo e tem por objecto assegurar a inventariação, preservação, investigação, valorização e divulgação da produção científica e cultural do património cultural e natural do país. (portalangop.co.ao)

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