Bélgica confrontada com vaga de migrantes

(euronews.com)
(euronews.com)
(euronews.com)

A noite foi passada em branco, para muitos dos cerca de 400 migrantes que se amontoavam, assim que o sol começou a nascer esta quarta-feira, em frente ao
Gabinete de Imigração de Bruxelas.

É por aqui que os requerentes de asilo devem passar quando chegam à Bélgica,para efetuar o registo. Visivelmente exauridos, muitos fazem contas à vida e não escondem alguma deceção com a receção no velho continente.

O Gabinete de Imigração depara-se, desde o mês passado, com uma enchente de migrantes que chegou à Bélgica, e denota algumas dificuldades de resposta aos inúmeros pedidos apresentados.

Loïc Verheyen, euronews: “Excecionalmente, o Gabinete de Imigração criou duas filas de espera. De um lado estão aqueles que já se encontravam aqui ontem. Receberam este papel, que lhes dá prioridade para submeterem esta quarta-feira os documentos necessários. Do outro lado, encontram-se os migrantes que acabam de chegar. Terão de aguardar na rua, possivelmente até amanhã.”

Os migrantes vêm maioritariamente de países como a Síria, Iraque, Afeganistão, Somália e Eritreia. Chegam ao Espaço Schengen através de três portas principais de entrada: Grécia (através da Turquia), Itália (a partir do Mar Mediterrâneo) e Hungria (através do Balcãs).

A Convenção de Dublin prevê o registo dos migrantes nos países de entrada, o que merece críticas de várias Organizações não governamentais (ONG) e de juristas.

“Percebemos que a maior parte dos migrantes e requerentes de asilo, ao tentar alcançar um país em concreto, tentam sobretudo juntar-se à família e amigos. No entanto, atualmente vemos que este aspeto não é tomado em consideração”, sublinha Tristan Wibault, advogado especializado em direitos humanos e membro da Liga dos Direitos Humanos na Bélgica.

Só este ano, já chegaram à Europa 340 mil migrantes, comprando com os 280 mil de todo o ano passado.

No início de outubro está prevista a realização de um conselho de ministros da União Europeia para debater esta questão, mas até lá os migrantes não deverão parar de chegar. (euronews.com)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA