Bancos públicos anunciam financiamentos para apoiar setor automotivo

(Fotos Públicas / Rafael Neddermeyer)
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Depois da Caixa Econômica Federal, foi a vez de o Banco do Brasil firmar convênio para incentivar a indústria automotiva nesse momento de crise econômica.

O protocolo de intenções assinado pelo BB com representantes da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores e do Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores reúne recursos destinados a linhas de crédito da ordem de R$ 3,1 bilhões para fornecedores de 26 empresas até o final de 2015.

O convênio tem como objetivo dar apoio financeiro e comercial às cadeias produtivas do setor automotivo, bem como aos segmentos de máquinas e implementos agrícolas, além de caminhões.

Para o presidente da Anfavea, Luiz Moan, os convênios com o Banco do Brasil e a Caixa, além de fortalecer a cadeia automotiva, vão ser fundamentais nesse momento de dificuldade da economia brasileira:

“Com a assinatura deste convênio nós estamos reduzindo o risco para o financiamento aos fornecedores da cadeia automotiva, e por outro lado estamos estimulando o investidor de bens de capital, que são as máquinas agrícolas, máquinas rodoviárias, caminhões e utilitários, também a ter uma redução de seu custo de financiamento, principalmente através do encurtamento do prazo de aprovação da operação. São medidas que eu acredito fortemente que poderão ajudar a reverter esse momento de dificuldades.”

Pelo convênio com o Banco do Brasil, o sistema vai funcionar antecipando às empresas fornecedoras da indústria automobilística os valores que seriam recebidos pelas possíveis encomendas realizadas.

O presidente do Sindipeças, Paulo Roberto Buturi, explica que este processo de convênio vai baratear o custo do crédito para empresas já com financiamentos e vai dar oportunidade para outras que estão sem crédito no momento para investir:

“Nesta forma de financiamento uma empresa maior – pode ser uma montadora ou um sistemista – se responsabiliza, entre aspas, pelo crédito que vai ser dado à pequena empresa. Com isso, nós imaginamos que, se a empresa já tem algum crédito, com o aval do sistema ou da montadora esse custo do crédito vai baixar. Se ela não tem crédito nenhum, tem acesso a um crédito, desde que tenha uma ordem de compra e o aval de quem está comprando.”

De acordo com o presidente do Banco do Brasil, Alexandre Correa Abreu, com a futura ampliação de acordos o BB pretende alcançar 500 grupos em diversas cadeias produtivas, como cooperativas, incorporadoras e grandes empresas exportadoras:

“Isso é muito importante porque, neste momento em que se tem uma diminuição de encomendas, essas empresas precisam de um fôlego, precisam ganhar tempo até as encomendas voltarem à situação de normalidade. Quando eu transfiro esse risco para as empresas maiores, que são mais capitalizadas e têm condição de absorver isso, eu retiro aquela pressão da empresa de muitas vezes não conseguir esse crédito.”

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que o apoio dos bancos públicos ao setor automotivo não vai apresentar riscos financeiros e não compromete os ajustes fiscais, já que os arranjos são comerciais:

“É uma operação mais comercial, na qual a gente apoia os fornecedores usando o próprio valor de qualidade de crédito das montadoras. Eu acho que é um arranjo que não tem maiores riscos, não compromete o ajuste [fiscal], é uma operação de mercado, é uma operação que na verdade, evidentemente, pressupõe o compromisso de contrato das montadoras. É uma coisa absolutamente normal. Se você é fornecedor de empresa grande, você pode usar recebíveis, pode usar a garantia que a empresa grande dá daquele contrato para melhorar a sua qualidade de crédito. É isso. É um arranjo perfeitamente comercial.” (sputniknews.com)

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