Automobilismo: Piloto angolana dignifica o país na final da Odisseia Ranger2015

BENGUELA-DEBORAH ALMEIDA COM O DIPLOMA DO PRÉMIO DO RALI DA BAÍA AZUL (Foto: Angop)

Ao atingir a fase final da Odisseia Ranger2015 da Ford em automobilismo (4×4), a piloto angolana Deborah Almeida dignificou o país, em prova decorrida durante 12 dias no noroeste da República da Namíbia, que foi vencida pela sul-africana Liane Van Dyk.

BENGUELA-DEBORAH ALMEIDA COM O DIPLOMA DO PRÉMIO DO RALI DA BAÍA AZUL (Foto: Angop)
BENGUELA-DEBORAH ALMEIDA COM O DIPLOMA DO PRÉMIO DO RALI DA BAÍA AZUL (Foto: Angop)

Depois de evidenciarem perícia e destreza ao volante em zonas acidentadas das terras namibianas, o resultado da actuação dos 20 representantes de Moçambique, África do Sul, Nigéria e Côte d’Ivoire foram divulgados terça-feira, durante o jantar de Gala no “Go Further” da Ford, em Sandton, Joanesburgo (África do Sul).

A corredora nacional obteve a proeza de participar no evento do exterior, após qualificação nos testes efectuados em Luanda, em Maio último, e na África do Sul, respectivamente, em que superou outros candidatos masculinos, demonstrando a sua capacidade e destreza em percursos acidentados e obstáculos.

Deborah, de 29 anos de idade, também profissional de farmácia, iniciou-se no karting e tem passagem por provas de Ralis, onde adquiriu vasta experiência de condutora de desportos motorizados.

A Odisseia Ranger da Ford é vista como oportunidade de uma experiência para conhecer o esplendor de uma das zonas mais remotas e desafiantes do continente africano, ao volante da viatura “pick-up Ford Ranger”.

A aventura inclui passagem por locais marcantes do Deserto da Namíbia, picadas montanhosa da região Khuwarib, pelas planícies do Gainas, visita a Palmwag (património da humanidade da UNESCO) e atravessar a pé o Monte de Brandberg, a dois mil e 500 metros de altitude.

Os concorrentes foram avaliados por um painel de juízes, segundo a resistência mental e física, tendo em conta outros aspectos, como atitude geral, interacção com o grupo, capacidade de comunicação e liderança, montagem de acampamento e comportamento de uma forma geral.

Uma novidade desta edição foi a eliminação faseada dos dois concorrentes com pontuação mais baixa no quarto dia de competição, enquanto outras quatro saíram após o oitavo dia.

Quanto a sul-africana Liane van Dyk, residente em Pretória, foi a grande vencedora da Odisseia Ranger 2015 da Ford, depois de 12 dias intensos de aventura e competição, através das regiões de Damaraland e Kaokoland, ao longo de 2.000 km, no remoto e acidentado norte da Namíbia.

A programadora de computadores de 23 anos venceu os outros 19 concorrentes, entre os quais se encontravam 13 sul-africanos, dois nigerianos, dois ivoirenses, uma de Angola, e igual número de Moçambique.

Os 20 finalistas foram de Joanesburgo para Windhoek a 23 de Julho e começaram a sua incrível viagem através de alguns dos terrenos mais desafiadores e deslumbrantes da Namíbia, passando por Spitzkoppe, Palmwag, pelo Vale da Desolação até à paragem final em Brandberg, no sopé da montanha mais alta do país, em que foram confrontados por trilhos 4×4 surpreendentes. (portalangop.co.ao)

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