Aumentam as vendas de petróleo à China

(Foto: D.R.)
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Angola aumentou significativamente as exportações de petróleo para a China e em Julho tornou-se no maior fornecedor desta matéria-prima ao país asiático, destronando a Arábia Saudita, indicam estimativas ontem publicadas pela Reuters.

Com a recente dinâmica do preço do petróleo a tornar mais baratas as ramas africanas, cotadas com o Brent, a China aumentou em Julho em 41 por cento as aquisições de petróleo a países do continente africano, para 6,51 milhões de toneladas (47,5 milhões de barris), acrescentam os mesmos cálculos.
A Reuters indica que o “grosso do aumento” teve como origem Angola, o principal fornecedor africano de petróleo à China, que em Julho exportou 3,4 milhões de toneladas para o segundo maior mercado mundial.
Para Angola, referem os analistas da Reuters, “o grande impulso nas exportações para a China em Julho é uma alteração bem-vinda, uma vez que no primeiro semestre de 2015 Angola tinha perdido o segundo lugar para a Rússia” entre os principais fornecedores chineses, atrás da Arábia Saudita. Dados das alfândegas chinesas apontam que as exportações de petróleo angolano caíram quase 9,00 por cento do total comprado pela China no primeiro semestre, para 19 milhões de toneladas, enquanto as de petróleo russo subiram quase 27 por cento e as sauditas mais de 9,00 por cento.
A dinâmica dos preços leva agora a um encolhimento da quota russa e saudita, cujo petróleo não é cotado com o Brent como o de Angola, que tem vindo a descer em relação a outras referências do mercado.
No ano passado, as exportações de petróleo angolano pela China atingiram o valor mais alto de sempre – 806 milhões de barris – enquanto as de petróleo saudita recuaram cerca de 9,00 por cento, para 989 milhões de barris. Os contratos de fornecimento de longo prazo à China, que começaram a ser estabelecidos sobretudo a partir de 2002, são considerados uma “almofada” financeira para Angola na actual conjuntura de descida de preços, devido à forma como o preço é definido, favorável a Angola em momentos de turbulência no mercado.
A China é actualmente o principal parceiro comercial angolano e no ano passado o comércio entre os dois países atingiu os 38 mil milhões de dólares (4,5 triliões de kwanzas). (jornaldeangola.com)

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