Ascofa controla cerca de sete mil combatentes das ex-FAPLA

Delegado da ASCOFA no Cuanza Norte, brigadeiro Botelho Sebastião Diogoteranos da Pátria, Guilherme Sebastião Netoiciam de electrodomesticos (Foto: Diniz Simão)
Delegado da ASCOFA no Cuanza Norte, brigadeiro Botelho Sebastião Diogoteranos da Pátria, Guilherme Sebastião Netoiciam de electrodomesticos (Foto: Diniz Simão)
Delegado da ASCOFA no Cuanza Norte, brigadeiro Botelho Sebastião Diogoteranos da Pátria, Guilherme Sebastião Netoiciam de electrodomesticos (Foto: Diniz Simão)

Cerca de sete mil membros das extintas Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) estão registados na Associação de Apoio aos Combatentes das Ex-FAPLA (Ascofa) no Cuanza Norte, no âmbito dos esforços de assistência e reintegração socioprofissional daquela franja da população.

A informação foi avançada sábado, à Angop, pelo delegado da associação, brigadeiro Botelho Sebastião Diogo, durante um acto de confraternização realizado na localidade do Zanga, município do Cazengo, em alusão ao 14º aniversário da sua fundação, assinalado no passado dia 01 de Agosto.

Segundo Botelho Diogo, a Ascofa tem estado a trabalhar com os principais parceiros, nomeadamente o Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Defesa Nacional, governo provincial e o Instituto de Reintegração dos ex-militares (IRSEM), no sentido de que as políticas que visam a melhoria e reinserção social daqueles antigos militares correspondam ao maior número possível das necessidades.

Entre as necessidades, apontou a promoção de cooperativas ou associações produtivas, regularização dos processos de passagem à reforma, entre outras.

Frisou que apesar das dificuldades ainda existentes, nota-se sensibilidade por parte de algumas estruturas do governo a quem estas preocupações são encaminhas, daí a esperança de que várias situações que inquietam os membros das extintas FAPLA terão solução.

Destacou os apoios do governo provincial, na instalação de cooperativas agrícolas e de pescas, por via de cedência de terras para a implementação de projectos agrícolas.

Apesar disso, disse que a falta de apoios consubstanciados em tractores, sementes, equipamentos de pescas e recursos financeiros pode pôr em causa o andamento dos projectos já apresentados ao governo.

O responsável disse que os associados deparam-se com a ausência de meios de trabalhos fundamentais para a execução da actividade de lavrar os mais de dois mil hectares de terras cedidos pelo governo do Cuanza Norte.

Sublinhou que disponibilização de recursos financeiros e materiais vai consolidar o processo de inserção dos ex-militares em actividades produtivas, bem como mudança da agricultura de subsistência para a de grande escala, praticada actualmente por cerca de quatro mil associados agrupados em 12 cooperativas agrícolas e de pesca artesanal.

Disse que presentemente o sentimento dos ex-combatentes é o de “missão cumprida”, porque quando, em 1975, proclamou-se a independência de Angola as ex-FAPLA conseguiram rechaçar as invasões a norte e sul do país perpetradas pelos exércitos do regime segregacionista da África do Sul e do antigo Zaíre.

“Àqueles combatentes conseguiram defender o espaço territorial de Angola , conseguiram aceitar a unidade nacional com os outros com quem combatiam nas várias frentes de batalha e sentem-se ainda alegres por terem conseguido criar as condições para a harmonização política e criar as bases para que o país pudesse se desenvolver”, sublinhou. (portalangop.co.ao)

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