Artista premiado no Rio

(ja.ao)

A arte e a poesia angolana são um dos destaques desta edição do Festival de Teatro da Língua Portuguesa (FESTLIP), que começa dia 26 e decorre até 6 de Setembro, no Rio de Janeiro, e consagrou Daniel Gouveia de Oliveira como vencedor do primeiro prémio internacional de literatura.

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A categoria, criada pela primeira vez este ano, avaliou os textos poéticos de vários autores lusófonos, e é um incentivo à produção literária nos países falantes de português.

O artista angolano disse ter sido uma surpresa e considera a distinção, atribuída de uma forma antecipada, o reconhecimento da actual evolução das artes nacionais. Para Daniel Gouveia de Oliveira o prémio é um ganho de todos, em particular da classe artística.

“O crescimento das artes no país não é um feito individual ou de uma classe, mas sim o resultado do efeito conjugado de todos, porque foi, por exemplo, graças à Paz que novas portas foram abertas e os artistas têm mais oportunidades.”

Agora, defendeu, é preciso um maior apoio, não só aos artistas de renome, mas também aos jovens talentos. “É preciso que os produtores comecem a ter um ‘olho mais clínico’ para reconhecer as verdadeiras apostas”, disse, acrescentando que nenhum artistas pode afirmar-se sozinho no mercado.

Daniel Gouveia de Oliveira adiantou ainda que o texto distinguido no FESTLIP é uma mensagem de lamento e afirmação, no qual faz um enfoque da saudade que sente do Brasil, pela aproximação cultural existente com Angola, e onde destaca a importância de se reforçar mais a aproximação entre os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Existem traços culturais que vão além da língua e precisam de maior fortalecimento, de forma a tornarem-se uma ponte, ou um legado, para a nova geração, aos poucos afastada pela influência cultural de países como os Estados Unidos.”

O artista, que se revê mais na música do que na literatura, adiantou ainda que já tinha sido convidado pela organização do FESTLIP para escrever a letra do hino de uma das suas edições anteriores.

Sobre a sua carreira na música, o artista informou que está a preparar o CD “Folhas que se vão no Vento”, a ser apresentado em breve, depois de conseguir apoios para os últimos acertos do disco.

“Escolhi este título porque o vento é uma das maiores forças da natureza, mas existem coisas como o abraço de um irmão, ou a independência, que são para sempre”, contou. (ja.ao)

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